Miguel de Cervantes Saavedra é um dos mais importantes escritores de língua espanhola e do mundo. Nasceu na cidade de Alcalá de Henares, provavelmente em 1547, e morreu em Madri em 1616.

Como viveu o escritor

A vida de Cervantes é movimentada. Em 1566, aos19 anos, mudou-se com a família para Madri, onde viveu apenas três anos. Segundo alguns estudiosos, ele teve que deixar a cidade porque havia ferido um homem por acidente.

Passou a viver em Roma, na Itália, onde fez carreira como soldado e lutou na Batalha de Lepanto, contra os turcos, em 1571. Nesse combate, foi ferido e perdeu os movimentos da mão esquerda. Segundo alguns pesquisadores, na verdade ele perdeu o braço inteiro.

Na volta à Espanha, em 1575, a embarcação em que Cervantes viajava foi tomada por piratas turcos. Os bandidos o mantiveram prisioneiro durante cinco anos; só foi libertado quando sua família pagou um resgate.

De volta à Espanha, trabalhou como coletor de impostos do reino. Casou-se em 1583 com Catalina de Palacios Salazar, com quem viveu apenas um ano. Antes do casamento, teve uma filha.

Miguel de Cervantes morreu em Madri, em 1616.

Obras

A obra mais famosa de Cervantes é Dom Quixote — o nome completo é O engenhoso fidalgo Dom Quixote de La Mancha —, publicado em duas partes: a primeira em 1605 e a segunda em 1616.

O livro conta a divertida história de Dom Quixote, cavaleiro ingênuo e bem-intencionado, que sai pelo mundo para combater as injustiças. Dom Quixote apronta muitas confusões e acaba sempre se dando mal.

O livro é uma paródia das histórias de cavalaria, que narram os feitos heroicos dos cavaleiros. Eles enfrentam monstros, combatem exércitos inimigos e defendem os mais fracos.

Conta-se que Cervantes criou a história quando estava preso em Sevilha, na Espanha, em 1597. O escritor teria sido preso por apropriar-se de dinheiro público.

Além de Dom Quixote, sua obra-prima, Cervantes escreveu diversos outros livros. Os principais são: o romance Galatea (1585); o livro de poemas Viagem do Parnaso (1614); as Novelas exemplares (1613); e as peças Viagem a Argel (1582), O cerco de Numância (1582), Oito comédias e oito prelúdios (1615) e Os trabalhos de Pérsiles e Segismunda (1617), publicado após sua morte.

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