Localizado na região Sudeste, o estado de Minas Gerais (sigla: MG) é o quarto maior do Brasil e o segundo mais populoso. Sua capital é Belo Horizonte. O estado tem 19.595.309 habitantes (censo de 2010), distribuídos numa área de 586.528 km2.

Geografia

Minas Gerais faz divisa com São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Goiás e Mato Grosso do Sul. O ponto mais alto do estado é o pico da Bandeira, com 2.891,9 metros de altitude. O relevo mineiro é ondulado, com diversas serras. O clima predominante é o tropical de altitude, com temperaturas entre 17°C e 20°C.

Flora e fauna

O bioma predominante em Minas é o Cerrado, embora a mata Atlântica e a Caatinga também apareçam em algumas regiões. A flora possui grande diversidade, e o cenário pode variar de campos limpos, sem árvores, a florestas mais densas. O ipê-amarelo, a rosa-do-cerrado, o buriti e o babaçu são algumas de suas plantas características. Já o pequi e o jenipapo são frutas típicas.

Entre os animais que representam a fauna do estado se encontram o tamanduá, o tatu, a anta, a jiboia, o lobo-guará e o veado-campeiro.

População

A maioria dos mineiros é descendente de portugueses e de escravos africanos, vindos para o estado na época da mineração, no século XVIII. Em menor número, encontram-se também descendentes de italianos e de povos indígenas. A religião da maioria dos habitantes é o catolicismo. A grande maioria da população é urbana, não rural, e fala de uma maneira que é considerada cantada. É típica do falar mineiro a expressão “uai!”, usada como reforço ao que foi dito.

Distantes do mar, vivendo entre montanhas, os mineiros ganharam a fama de ser introspectivos. Muitos dos principais poetas, cronistas e escritores brasileiros nasceram em Minas. Carlos Drummond de Andrade, Guimarães Rosa, Adélia Prado e Fernando Sabino são alguns deles. Minas Gerais também foi o berço do barroco brasileiro, uma forma de arte. O principal representante desse estilo foi o artista e arquiteto Aleijadinho.

Economia

Minas Gerais é o terceiro estado mais rico do país. No sul, fica a Usina Hidrelétrica de Furnas, muito importante para o abastecimento energético do país.

O principal motor da economia de Minas Gerais é a indústria, principalmente nas áreas de extração de minérios, automóveis, alimentos, tecidos, construção civil, produtos químicos e tecnologia.

Quanto à agricultura, Minas produz principalmente banana, café, cana-de-açúcar, feijão, milho e soja. A pecuária leiteira é forte, garantindo a Minas a produção de bons queijos (como o famoso queijo de minas) e laticínios em geral.

História

As primeiras ocupações aconteceram no século XVI, com a chegada de bandeirantes (desbravadores em busca de riquezas) à procura de ouro e pedras preciosas. A promessa de riqueza atraiu muita gente, e em 1711 foi fundada a primeira vila de Minas Gerais, na região onde hoje se encontra a cidade de Mariana. A descoberta de ouro na região provocou disputas, como a Guerra dos Emboabas.

Em 1720 foi formada a capitania de Minas Gerais, cuja capital era Vila Rica (atual Ouro Preto). Para extrair o ouro, muitos escravos foram levados para a região. Porém, a mineração de ouro diminuiu por volta de 1750, com o quase esgotamento dos veios. Para compensar, Portugal (que colonizava o Brasil) passou a cobrar mais impostos da população. Isso provocou uma revolta e gerou o movimento chamado Inconfidência Mineira, em 1789.

Os inconfidentes queriam a separação de Portugal e a transformação de Minas Gerais em nação livre. Mas a revolta não teve sucesso e foi sufocada por Portugal. O líder da Inconfidência, Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes, foi morto na forca.

Com a decadência do ouro, a população migrou para outras regiões. Minas Gerais foi se expandindo ao longo do século XIX. A capital mudou de Ouro Preto para Belo Horizonte, mais preparada para o crescimento que se esperava para o estado. Também nesse período começou a exportação de café, trazendo crescimento a Minas Gerais. No século XX, a partir da década de 1930, houve grande desenvolvimento das indústrias, o que iniciou um processo de modernização.

Desastre de Mariana

Em 5 de novembro de 2015, o município de Mariana, na região central do estado, foi vítima do maior desastre ambiental já ocorrido no Brasil. Uma barragem contendo rejeitos de mineração se rompeu, despejando mais de 50 toneladas de lama. A barragem do Fundão pertece à mineradora Samarco, que é controlada por duas gigantes da exploração de minérios: a anglo-australiana BHP Billiton e a brasileira Vale.

Sete comunidades na região de Mariana foram atingidas. A de Bento Rodrigues, que abrigava cerca de 200 casas e 600 moradores, ficou completamente soterrada. Dezenove pessoas morreram e cerca de 600 famílias ficaram desabrigadas. Quase 1.500 hectares de mata nativa foram destruídos e, segundo o Ibama, cerca de 400 espécies, vegetais e animais, podem sofrer o impacto do desastre. Dentre elas estão 11 espécies de peixes ameaçadas de extinção e 12 que só existem naquela região.

A lama se espalhou pela bacia do rio Doce e seguiu rio abaixo, atingindo também o estado do Espírito Santo e adentrando o oceano Atlântico no litoral capixaba. Ao todo, 35 cidades de Minas Gerais e quatro do Espírito Santo foram afetadas. A contaminação das águas do rio Doce pelos resíduos tóxicos prejudicou o abastecimento de água para meio milhão de habitantes, sendo as comunidades ribeirinhas e indígenas as mais atingidas.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.