Nelson Mandela foi um líder da África do Sul que passou quase trinta anos na prisão por combater o apartheid em seu país. O apartheid foi uma política adotada pelo governo sul-africano que segregava (isto é, discriminava) a população negra do país, negando a ela direitos políticos, econômicos e sociais. Depois de ser libertado da prisão, Mandela tornou-se o primeiro presidente negro de seu país.

Nelson Rolihlahla Mandela nasceu em 18 de julho de 1918, em Umtata, na África do Sul. Ele fez o curso de direito na Universidade da África do Sul, tendo se formado em 1941. Foi um jovem advogado idealista que queria igualdade de direitos para todos.

Luta política

Embora os negros compusessem a maior parte da população, o governo era controlado pelos brancos. Os negros tinham poucos direitos. Em 1944, Mandela entrou para um grupo chamado Congresso Nacional Africano (CNA), que liderava a luta contra a política de segregação racial, e em 1949 passou a liderar a organização.

Em sua luta política, Mandela atuou como membro ativista do CNA e acabou se tornando guerrilheiro e aderindo à luta armada contra o regime depois de um grande massacre de integrantes da população negra feito pela polícia. Em 1961, ele se tornou comandante do braço armado do CNA. Em 1962, foi preso, acusado de ter viajado ao exterior sem autorização e de ter incitado os trabalhadores a fazer greves reivindicatórias. Foi condenado a cinco anos. Em 1967, outra pena, a de prisão perpétua, foi somada a essa. Mandela ficou famoso durante os anos que passou encarcerado e virou símbolo mundial da luta contra o apartheid. Não só os sul-africanos partidários de sua luta se esforçavam por sua libertação. Gente do mundo inteiro promoveu manifestações pelo fim do apartheid e por sua saída da prisão.

Em 1990, o presidente sul-africano Frederik Willem de Klerk finalmente libertou Mandela. No ano seguinte, Mandela tornou-se presidente do CNA. Ele e De Klerk se uniram para pôr fim ao apartheid e por esse esforço receberam o Prêmio Nobel da Paz de 1993.

Os sul-africanos de todas as raças foram às urnas em 1994 e elegeram Mandela presidente. Ele comandou de forma diplomática a transição do regime, buscando a reconciliação interna e externa. Também melhorou as condições de moradia, educação e vida da população negra. Nelson Mandela deixou a presidência do CNA em 1997 e aposentou-se da política em 1999.

Reconhecimento público

Além do Prêmio Nobel da Paz de 1993, Nelson Mandela recebeu muitas condecorações de diferentes países, como o Prêmio Lênin da Paz de 1962, o Prêmio Internacional Simón Bolívar de 1983 e o Prêmio Sakharov de 1988. A mais alta distinção da Índia, o Bharat Ratna, foi dada a ele em 1990. Ele é uma das duas únicas pessoas de origem não indiana a receber essa distinção (a outra foi Madre Teresa de Calcutá). É também um dos poucos líderes estrangeiros a receber a Ordem do Canadá, além do título de cidadão honorário desse mesmo país. Da Espanha recebeu o Prêmio Príncipe de Astúrias à Cooperação Internacional de 1992. Da rainha Elizabeth II, do Reino Unido, recebeu a Ordem de St. John. Foi condecorado com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e premiado pela Anistia Internacional como Embaixador da Consciência de 2006.

Desde 2010, o líder sul-africano ficou cada vez mais afastado da vida pública. Depois de sofrer por vários meses complicações de saúde decorrentes de uma pneumonia grave, Mandela morreu em 5 de dezembro de 2013 aos 95 anos.

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