Noel Rosa, nascido Noel de Medeiros Rosa, foi um dos compositores brasileiros mais importantes. Ele foi fundamental para introduzir o samba de morro no rádio e entre a classe média urbana. Noel nasceu no Rio de Janeiro, no dia 11 de dezembro de 1910, de um parto difícil. O uso do fórceps pelo médico causou-lhe o afundamento do queixo que o marcou por toda a vida.

Criado em Vila Isabel, Noel aprendeu a tocar bandolim com a mãe na adolescência e, mais tarde, violão com o pai. Teve uma rápida passagem pela faculdade de medicina, mas preferiu manter-se fiel à vida boêmia, ao samba e às serenatas. Integrou vários grupos musicais, entre eles o Bando de Tangarás, ao lado de João de Barro (o Braguinha), Almirante, Alvinho e Henrique Brito, e o Ases do Samba, com Lamartine Babo e Mário Reis.

Noel escrevia letras de músicas críticas e bem-humoradas sobre o cotidiano, abordando a política, o jogo do bicho, a fome e a miséria. Convivia com sambistas do morro num bar próximo de sua casa, o Ponto de Cem Réis. Fez deles seus parceiros (Cartola e Ismael Silva) e se deixou influenciar pelo tipo de samba que faziam.

Apesar de ter morrido de tuberculose muito jovem (aos 26 anos) no dia 4 de maio de 1937, Noel deixou cerca de trezentas músicas. Suas primeiras composições, “Minha viola” e “Toada do céu”, datam de 1929, mas foi em 1930 que ficou famoso com o samba “Com que roupa?”, hoje um clássico da música popular brasileira — além de outras composições, como “Pierrô apaixonado” (com Heitor dos Prazeres), “Feitio de oração” (com Vadico), “Conversa de botequim” (com Vadico), “Último desejo”, “Feitiço da Vila” e “Palpite infeliz”. As duas últimas músicas são o resultado de uma disputa musical, que ficou famosa, com o compositor Wilson Batista. Muitas de suas composições foram utilizadas no teatro musical e em filmes como Alô, alô, Carnaval, do diretor de cinema Ademar Gonzaga, e Cidade-Mulher, de Humberto Mauro.

Noel Rosa foi personagem de várias produções no cinema e na televisão, como o filme O Mandarim (1995), dirigido por Júlio Bressane, em que foi interpretado por Chico Buarque, e Noel — Poeta da Vila (2006), baseado na sua biografia, escrita por João Máximo e Carlos Didier e dirigido por Ricardo van Steen. Em 2010, ano em que se comemoraram os cem anos de seu nascimento, a Escola de Samba Unidos de Vila Isabel homenageou o chamado “Poeta da Vila” em seu samba-enredo no desfile de Carnaval. Em Vila Isabel, bairro do Rio de Janeiro em que Noel Rosa viveu, há uma estátua do músico e poeta em uma mesa de botequim, no Largo do Maracanã, e a partitura de “Feitiço da Vila” está estampada em uma das calçadas do bairro.

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