A Nova Caledônia é uma coletividade ultramarina da França. Situa-se no sudoeste do oceano Pacífico, na Oceania. Fazem parte dela a ilha de Nova Caledônia (onde fica Nouméa, a capital) e outras ilhas menores. A Nova Caledônia tem uma área de 18.575 km2, com uma população de 273.000 habitantes (estimativa de 2015).

Geografia

A ilha principal é cercada por um recife de coral, e nela vivem 90 por cento da população. Em 2008, a UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) concedeu o título de Patrimônio da Humanidade às lagunas da Nova Caledônia, com seus diversos recifes e os ecossistemas a eles associados.

Flora e fauna

O isolamento físico e os solos contrastantes produziram uma rica flora nativa. Os solos de terra roxa sustentam muitos arbustos resistentes à seca, com flores de belíssimas cores. Com exceção de diversos tipos de morcegos, não há mamíferos na fauna nativa. Tampouco há rãs ou répteis venenosos, embora haja escorpiões e centopeias. O kagu, um pássaro que não voa, é a mais incomum das cerca de cem espécies de aves locais, mas hoje é raro. Há grande variedade de vida marinha nas lagoas.

População

Os melanésios representam mais de 40 por cento da população, e os europeus, cerca de 33 por cento. Suas diferentes culturas fizeram surgir dois modos de vida distintos: o canaca (dos melanésios) e o caldoche (dos descendentes de europeus). A identidade canaca baseia-se na filiação de clã, uma rede de alianças familiares ligada à posse de terra. O modo de vida caldoche é essencialmente integrado às atividades monetárias. As pessoas mestiças tendem a adotar um desses dois tipos de vida.

Não há língua oficial, mas o francês e o canaca têm reconhecimento legal especial. Falam-se cerca de trinta línguas melanésias. A maior parte da população é cristã.

Economia

A economia da Nova Caledônia depende muito do setor de serviços, da mineração do níquel e do dinheiro fornecido pela França. A agricultura, a silvicultura (isto é, o cultivo de florestas) e a pesca também são importantes. A produção local de carne, verduras, legumes e frutas atende apenas parcialmente às necessidades dos habitantes.

História

Os melanésios fixaram-se nas ilhas por volta de 3000 a.C. e, com exceção de raros viajantes polinésios, provavelmente não tiveram nenhum contato com outros povos até o final do século XIX d.C. Em 1774, o navegador e explorador britânico James Cook chegou à ilha e chamou-a de Nova Caledônia, em homenagem à sua terra natal, a Escócia (Caledônia foi um nome da Escócia na Antiguidade). Depois de Cook, aportou lá o navegador francês Antoine de Bruni, em 1793.

A França tomou posse da maior parte da atual Nova Caledônia em 1853, transformando o território em uma colônia penal, ou seja, um lugar para onde eram enviadas as pessoas condenadas à prisão. Os franceses também tentaram atrair homens livres para colonizar as terras e trabalhar recebendo baixa remuneração.

O governo voltou a incentivar a migração de colonizadores nas décadas de 1890 e 1920, para implantar as culturas de café e de algodão, respectivamente, mas os europeus continuaram sendo minoria na região. Depois da Segunda Guerra Mundial, a população europeia gradualmente aumentou.

Em maio de 1998 foi assinado o Acordo de Nouméa, aprovado pela Assembleia Nacional Francesa em março de 1999. Com ele, houve uma mudança de estatuto: de território ultramarino, Nova Caledônia tornou-se coletividade ultramarina, ganhando mais autonomia. Ficou também acertada a realização de um plebiscito no início do século XXI, a fim de decidir se a coletividade ganhará independência ou não.

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