Olavo Brás Martins dos Guimarães Bilac (1865-1918), natural do Rio de Janeiro, foi escritor e jornalista.

Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras, ocupou a cadeira de Gonçalves Dias. Estudou medicina e direito, mas desistiu de ambas as faculdades para se dedicar somente à literatura.

Destacou-se como poeta da chamada escola parnasiana, que valorizava os aspectos clássicos e rígidos dos versos. Lançou seu primeiro livro, Poesias, quando tinha 23 anos. O livro era dividido em 3 partes: “Panóplias”, “Via-Láctea” e “Sarças de fogo”. Centenas de leitores apreciaram o lirismo de “Via-Láctea” e o livro tornou-se um sucesso.

Olavo Bilac é até hoje um dos poetas mais conhecidos do Brasil. Muitas pessoas sabem recitar ao menos alguns versos de seus poemas mais famosos, como por exemplo os do soneto “Ora (direis) ouvir estrelas!”, que faz parte de “Via-Láctea” e que começa assim:

“Ora (direis) ouvir estrelas! Certo Perdestes o senso! E eu vos direi, no entanto, Que, para ouvi-las, muita vez desperto E abro as janelas, pálido de espanto...”

Embora tenha se destacado como poeta, Bilac dedicou-se a outras formas de escrita. Redigiu crônicas para jornal, ensaios, livros escolares e infantis, e textos publicitários.

Mas, certamente, nada do que ele escreveu obteve o alcance do Hino à bandeira, composição feita em parceria com o músico Francisco Braga, em 1906.

Nacionalista e republicano, Olavo Bilac participou ativamente de movimentos contra o governo de Floriano Peixoto (segundo presidente do Brasil), chegando a ser preso durante quatro meses na Fortaleza da Laje, no Rio de Janeiro.

Foi um orador afiado e colocou todo o seu talento na defesa do serviço militar obrigatório, tendo realizado uma série de conferências sobre o tema já no final da vida.

Morreu aos 53 anos, pouco antes da publicação de Tarde, seu último livro de sonetos.

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