Orlando Vilas-Boas foi um sertanista e indigenista brasileiro. Ele integrou, ao lado dos irmãos Leonardo e Cláudio, uma das mais importantes expedições feitas para desbravar o interior do Brasil, a expedição Roncador-Xingu, que teve início em 1943.

Infância

Orlando nasceu na cidade de Botucatu (mas foi registrado em Santa Cruz do Rio Pardo), no estado de São Paulo, no dia 12 de janeiro de 1914.

Como ele mesmo contou em várias entrevistas, foi uma criança curiosa e agitada. Vivia se metendo em confusão. Era bagunceiro, tinha dificuldades para seguir regras. Quando jovem, foi expulso do Exército por causa disso.

Mudança de rumo

Depois de passar por alguns empregos em escritório e não gostar de nenhum deles, Orlando resolveu ingressar como servente no grupo que o presidente Getúlio Vargas formava para desbravar a região Centro-Oeste do Brasil. Seus irmãos o acompanharam na aventura.

Pouco tempo depois de começada a viagem, eles assumiram outras tarefas no grupo e Orlando, com o irmão Cláudio, passou a liderar a expedição.

Roncador-Xingu

A expedição Roncador-Xingu durou dezessete anos e seu maior mérito foi contatar de maneira amistosa os índios que habitavam as matas e terras virgens. Orlando e os demais integrantes do grupo contataram xavantes, jurunas e txucarramães, entre outras tribos indígenas. Muitas vezes foram recebidos a flechas, mas nunca reagiram com violência. Tinham como lema “Morrer se preciso for, matar nunca!”, o mesmo do marechal Cândido Rondon.

Depois dessa expedição, os irmãos Vilas-Boas nunca mais abandonaram a causa indígena. Orlando dedicou quarenta anos de sua vida à defesa dos índios. Ele propôs a criação do Parque Nacional do Xingu (atual Parque Indígena do Xingu), criado em 1961. Foi presidente do parque durante seis anos, depois, foi trabalhar na Funai (Fundação Nacional do Índio), que também ajudou a criar. Qualquer problema que houvesse com índios, Orlando era chamado para resolver.

Ele escreveu vários livros e artigos sobre os índios brasileiros. Entre suas obras estão os livros Xingu, território tribal e Almanaque do sertão, ambos redigidos em parceria com o irmão Cláudio.

Em junho de 2010, o cineasta Cao Hamburger começou as filmagens de um longa-metragem sobre as aventuras dos irmãos Vilas-Boas nas expedições para contatar indígenas.

Orlando teve seu trabalho reconhecido no Brasil e no exterior. Recebeu homenagens e muitos prêmios ao longo de toda a sua vida. Morreu no dia 12 de dezembro de 2002, em São Paulo.

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