Niemeyer é visto como o principal arquiteto brasileiro e latino-americano, bem como um dos melhores profissionais da área no século XX — ao lado de Le Corbusier, o arquiteto franco-suíço que o inspirou.

Exercício da beleza

Oscar Ribeiro de Almeida Niemeyer Soares Filho nasceu no bairro de Laranjeiras, no Rio de Janeiro — então capital do Brasil —, em 15 de dezembro de 1907. Era filho de Oscar Niemeyer Soares e Delfina Ribeiro de Almeida. Aos 21 anos, casou-se com Annita Baldo, que lhe deu a filha única, Anna Maria (que morreu em 2012 aos 82 anos). Teve quatro netos, 13 bisnetos e quatro trinetos.

No Rio, Niemeyer formou-se na Escola Nacional de Belas-Artes, em 1934, quando já trabalhava com Lúcio Costa, o líder da arquitetura brasileira moderna. Ao lado de Costa, tendo Le Corbusier como arquiteto-conselheiro, criou a primeira obra-prima da nova arquitetura brasileira, o edifício do Ministério da Educação e Saúde (hoje Palácio da Cultura, no Rio).

A modernidade de Niemeyer e Lúcio Costa alcançou sucesso internacional com a projeção do Pavilhão Brasileiro da Feira Internacional de Nova York, em 1939.

Em 1942, o então prefeito de Belo Horizonte, Juscelino Kubitschek de Oliveira, pediu a Niemeyer o plano para o Conjunto da Pampulha, que ele construiu em formas a fluir livremente. Ali, belíssima é a sua capela de São Francisco de Assis.

Em 1947, Niemeyer participou do projeto dos edifícios da ONU (Nações Unidas), em Nova York, e do ITA (Instituto Tecnológico da Aeronáutica), em São José dos Campos, no estado de São Paulo. A partir de 1951, realizou o conjunto do Parque do Ibirapuera, na capital paulista.

Eleito presidente do Brasil em 1956, Juscelino Kubitschek promoveu um concurso para a construção de Brasília, a nova capital do Brasil. Lúcio Costa venceu o concurso de criação do plano-piloto da cidade e Niemeyer desenhou os edifícios, “situando-os como que soltos ou apenas suavemente pousados no solo”. Trabalhou em busca de uma utopia concreta, de uma cidade “plena de surpresa e invenção”.

Nos palácios da Alvorada e do Planalto, na Catedral e no Congresso — visto como a obra-prima de Niemeyer —, ele inverte as velhas fórmulas arquitetônicas, e a beleza torna-se mais importante do que a utilidade.

Niemeyer ganhou o Leão de Ouro na Bienal de Veneza, na Itália (1996), entre muitos prêmios internacionais.

Homem político

Em 1945, conheceu o líder Luís Carlos Prestes e filiou-se ao Partido Comunista Brasileiro (PCB). Desde então, foi sempre um defensor do comunismo, acreditando que as ideias comunistas são perfeitas, mas os homens é que não souberam aplicá-las com a fraternidade necessária.

Durante alguns anos da ditadura militar que vigorou no Brasil de 1964 a 1985, decidiu viver na França. Finda a ditadura, Niemeyer criou o monumento Tortura Nunca Mais (Rio de Janeiro, 1986) e o Memorial da América Latina (São Paulo, 1989). Contemporâneo da “geração revolucionária de Stalingrado”, cidade onde a derrota de Adolf Hitler, em 1943, inspirou as vanguardas artísticas de todo o planeta, em 1990 Niemeyer decidiu desfiliar-se do PCB.

Em 2004, ficou viúvo. Dois anos depois, casou-se com Vera Lúcia Cabreira, que era sua secretária.

O cinquentenário de Brasília, em 2010, trouxe novas homenagens ao arquiteto. Morreu de infecção respiratória no Rio de Janeiro aos 104 anos, em 5 de dezembro de 2012.

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