A Paraíba (sigla: PB) é uma das 27 unidades federativas brasileiras. Situado na região Nordeste, o estado tem como limites os estados do Ceará (oeste), Pernambuco (sul) e Rio Grande do Norte (norte), além do oceano Atlântico (leste). A Paraíba tem uma área de 56.439 km2 e sua população é de 3.766.834 habitantes (censo de 2010). Em João Pessoa, capital paraibana, fica o ponto mais oriental da América: a Ponta do Seixas. O estado também possui a primeira praia nordestina destinada à prática do naturismo (Tambaba).

Geografia

O relevo da Paraíba tem três partes principais: a planície costeira, o planalto e a depressão sertaneja (na ordem do litoral para o interior). No planalto está o ponto mais alto do estado — o pico do Jabre, de 1.197 metros, na serra da Borborema. O clima é tropical úmido na região litorânea e semi-árido no planalto nordestino. A temperatura média anual do estado gira em torno de 26°C. Fica na Paraíba uma das cidades com menor índice pluviométrico (de chuvas) do Brasil: Cabaceiras.

A maior parte do estado é coberta pela caatinga, onde imperam o xiquexique e o mandacaru. Na costa, dominam os mangues e os coqueirais e, entre uma região e outra, há resquícios da mata Atlântica.

Economia

A economia da Paraíba baseia-se na agricultura, que tem como principais produtos a cana-de-açúcar, o fumo, o milho, o urucum (de cujas sementes se extrai um corante chamado bixina), a pimenta-do-reino e frutas. É importante a produção de caprinos (bodes e cabras) na região do Cariri. Os ramos da indústria são tradicionais: produção de alimentos, tecidos, couro, calçados, metais e álcool. A exceção é o polo tecnológico de Campina Grande, que exporta programas de computador para os Estados Unidos e a China.

História

A região onde hoje está a Paraíba fazia parte, nos tempos do Brasil colônia, da capitania de Itamaracá. A área ficou esquecida por quase setenta anos após o descobrimento, devido à agressividade dos indígenas que ali viviam. Era frequentada basicamente por franceses, que haviam feito camaradagem com os indígenas e lhes davam objetos em troca de pau-brasil, árvore da qual se extraía um corante vermelho valioso na Europa.

Foi Diogo Dias, um agricultor de Pernambuco, que resolveu mudar essa situação, estabelecendo-se no local. Ele e a família acabaram massacrados num ataque dos índios, insuflados pelos franceses, que estavam preocupados com a concorrência. O motivo foi o rapto, por um português, da filha de um chefe indígena, que Diogo se recusou a entregar de volta ao pai.

O massacre fez a corte portuguesa organizar várias expedições para a conquista definitiva do território. Foi apenas a quinta delas, realizada em 1584 e chefiada por Frutuoso Barbosa, que conseguiu finalmente expulsar os franceses e conquistar a Paraíba. Em 1585, Martim Leitão fundou a cidade de Paraíba, hoje João Pessoa, e a colonização se consolidou.

Em 1618, a Paraíba já era a terceira capitania do norte do país em desenvolvimento, depois da Bahia e Pernambuco. Havia vinte engenhos de cana-de-açúcar instalados ali. Em 1634, os holandeses conseguiram dominar a Paraíba, depois de duas tentativas anteriores frustradas pela resistência local. A retomada pelos portugueses só viria em 1654. Em 1799, a Paraíba tornou-se finalmente uma capitania independente, passando a província do Império em 1882 e a estado da República em 1889.

Em 1930, João Pessoa, presidente do estado e candidato a vice-presidente do Brasil na chapa de Getulio Vargas, foi assassinado no Recife por um inimigo político, João Dantas. O episódio foi considerado o estopim da Revolução de 1930, que depôs o presidente da República Washington Luís, impediu a posse do presidente eleito Júlio Prestes e pôs fim à República Velha (período inicial da república no Brasil), levando Getúlio Vargas ao poder. Logo após o episódio, a capital da Paraíba, que também se chamava Paraíba, ganhou o nome de João Pessoa.

Entre os paraibanos ilustres, destacam-se o pintor Pedro Américo, os poetas e escritores Ariano Suassuna, Augusto dos Anjos, José Américo de Almeida e José Lins do Rego; o ex-presidente Epitácio Pessoa, os músicos Zé Ramalho, Geraldo Vandré, Herbert Vianna e Elba Ramalho; e o jornalista e empresário Assis Chateaubriand.

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