Situado na América do Sul, o Paraguai é um dos dois países do continente que não têm saída para o mar (o outro é a Bolívia). No entanto, tem muitos rios que deságuam no oceano Atlântico. A palavra Paraguai vem do idioma guarani e significa “rio que dá nascimento ao mar”. A capital do país é Assunção. O Paraguai tem 6.704.000 habitantes (estimativa de 2014) e sua área é de 406.752 km2.

Geografia

O Paraguai faz fronteira com a Argentina, a Bolívia e o Brasil. Os rios Paraguai, Apa, Paraná e Pilcomayo correm ao longo da maior parte das fronteiras do país.

O rio Paraguai atravessa o centro do país. Sua margem oeste é uma região seca e plana chamada Chaco Boreal. Poucas pessoas vivem ali. A margem leste é formada por colinas arborizadas e pastagens planas. O ponto mais alto do país é o monte San Rafael, no sudeste.

O clima é quente e chuvoso no verão e agradável e seco no inverno.

Flora e fauna

A maioria das árvores da região leste do país é perenifólia (tem a copa sempre verde). Das folhas de uma planta chamada erva-mate (Ilex paraguariensis) é feito um chá muito popular na América do Sul: o chimarrão ou tereré. O nome varia de acordo com a maneira de preparo; o chimarrão é feito com água quente, e o tereré, com água fria. Cactos, arbustos espinhosos e quebrachos crescem no oeste. A casca do quebracho contém uma substância chamada tanino, que é usada para curtir peles de animais na fabricação do couro.

A fauna é composta de macacos, tatus, tamanduás, lontras, javalis, antas e onças. Papagaios de cores vivas, tucanos e outras aves vivem nas florestas. Também são comuns cobras e iguanas.

População

A maioria do povo paraguaio é de mestiços, pessoas desecendentes de índios e de espanhóis. O espanhol e o guarani são as línguas oficiais. Cerca de 90 por cento da população é católica. Mais da metade dos habitantes vive em cidades ou em vilas concentradas na parte leste do país.

Economia

A economia é baseada na agricultura. O Paraguai exporta soja, carne e algodão para outros países. Muitos agricultores, contudo, cultivam apenas o alimento suficiente para as próprias famílias. Mandioca, cana-de-açúcar, milho, laranja, batata-doce e banana são culturas importantes. O gado bovino é a principal criação.

As indústrias produzem óleo de soja, açúcar, tecidos, artigos de couro e artefatos de madeira. A hidrelétrica de Itaipu, no rio Paraná, construída pelo Paraguai e pelo Brasil, é um dos maiores projetos hidrelétricos do mundo.

História

Os índios guaranis viviam entre os rios Paraguai e Paraná muito antes da chegada dos europeus, que ocorreu na década de 1520. Colonizadores espanhóis misturaram-se com os guaranis. A partir de 1588, jesuítas espanhóis estabeleceram as primeiras reduções indígenas no local em que hoje é a província paraguaia de Guairá. Em 1611, as aldeias sofreram um grande ataque de bandeirantes paulistas, que capturavam índios guaranis para vendê-los como escravos. Em 1811, o Paraguai declarou sua independência.

Na década de 1860, o país travou uma guerra contra a Argentina, o Brasil e o Uruguai, conhecida no Brasil como Guerra do Paraguai. O ditador paraguaio Francisco Solano Lopes queria conquistar outros territórios a fim de ter uma saída para o mar. Quando a guerra terminou, em 1870, o Paraguai havia perdido mais de um terço de sua população.

Entre 1932 e 1935, o Paraguai lutou a Guerra do Chaco com a Bolívia. Os dois países disputavam a mesma terra na região do Chaco. O Paraguai ganhou a maior parte do território.

Em 1954, o general Alfredo Stroessner tomou o poder e implantou no país uma ditadura que durou 35 anos. Em 1989, finalmente, o exército obrigou Stroessner a renunciar. Na década de 1990, o Paraguai retornou à democracia. Todavia, o país enfrentou muitos problemas, como a corrupção (atividades desonestas e ilegais) no governo. Em 2008, numa eleição histórica, o ex-bispo Fernando Lugo foi eleito presidente, após 62 anos de governo do Partido Colorado. Lugo tentou promover a reforma agrária, porém os grandes proprietários de terras, apoiados pelo Partido Colorado, ofereceram muita resistência a essa idea. Em junho de 2012, 17 pessoas foram mortas durante um confronto entre a polícia e um grupo de camponeses. O incidente deu início a uma onda de críticas ao presidente. Essas críticas culminaram no impeachment de Lugo, que foi substituído por Federico Franco, o vice-presidente. Muitos países do Mercosul questionaram a legitimidade desse processo.

Em abril de 2013, o Partido Colorado voltou ao poder com a eleição de Horacio Cartes para presidente. Cartes é um dos empresários mais ricos do país e, antes de ocupar a presidência, não tinha experiência política nenhuma.

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