Localizado na região Sul do Brasil, o Paraná (sigla: PR) é um estado de clima subtropical. Sua capital é Curitiba. O estado tem uma população de 10.439.601 habitantes (censo de 2010), que vivem em uma área de 199.314 km2.

Geografia

O Paraná faz divisa com os estados de São Paulo (a norte e a nordeste), Santa Catarina (a sul e a sudeste) e Mato Grosso do Sul (a noroeste). A sudoeste, tem fronteira com a Argentina. A leste, seu limite é o oceano Atlântico.

O relevo é caracterizado por planaltos e algumas planícies. O principal rio do estado é o Paraná, que nasce em Minas Gerais e percorre 427 quilômetros de terras paranaenses. No rio Paraná está a hidrelétrica de Itaipu, um dos maiores projetos hidroelétricos do mundo, em parceria com o Paraguai. Outro rio importante é o Iguaçu, que nasce em Curitiba, na divisa com São José dos Pinhais. O Iguaçu é o rio de maior extensão dentro do estado, sendo também importante para a geração de energia elétrica, com quatro usinas hidrelétricas instaladas. Quando o Iguacu se estreita na fronteira entre o Brasil e a Argentina, formam-se um conjunto de grande cachoeiras, as cataratas do Iguaçu. As 275 quedas-d’água formam uma das mais belas paisagens.

Flora e fauna

O Paraná abriga alguns dos últimos redutos de matas de araucária do Brasil. Elas ocorrem nas regiões mais altas e frias e são formadas por pinheiros, erva-mate, cedro e imbuia. Além disso, o estado conta com áreas de mata Atlântica, especialmente no litoral, de campos limpos, aproveitadas para pasto, de campo cerrado, encontradas entre a mata tropical e o campo limpo, além de vegetação litorânea, formada por praias e mangues.

O Paraná apresenta uma fauna muito rica, com mais de 770 espécies de aves e 180 de mamíferos. Algumas delas, no entanto, estão ameaçadas de extinção, como a gralha-azul, a onça-pintada, o macaco chamado muriqui, o gato-maracajá e a jacutinga.

População

A população paranaense foi formada por um processo de migrações internas, de paulistas, mineiros, cariocas, nordestinos, gaúchos e catarinenses, mas também por vários grupos de imigrantes. Entre esses destacam-se os eslavos, que colonizaram a região Centro-Sul do estado, os italianos, que fundaram colônias perto de Curitiba, os alemães, que se fixaram nos municípios de Rio Negro, Guarapava e Curitiba, e os japoneses, que vieram em grande parte de São Paulo, com a marcha do café, e se instalaram no norte do estado.

Economia

O Paraná é um importante produtor agrícola, com destaque para soja, milho, trigo, feijão, trigo e cana-de-açúcar. Na pecuária, destaca-se na avicultura, com mais de 25 por cento dos abates do país, e na produção de suínos e bovinos. É o maior criador nacional de suínos.

Na área industrial, o predomínio fica com os segmentos de alimentos, bebidas, refino de petróleo e automóveis. Já no setor de serviços, destacam-se os ramos de comércio e atividades imobiliárias.

O porto de Paranaguá é considerado o principal porto graneleiro do Brasil.

A instalação de indústrias automobilísticas e a autossuficiência energética, obtida após a construção de Itaipu, garantiram ao Paraná um rápido desenvolvimento urbano e econômico após a década de 1990. Apesar disso, ainda hoje o setor agropecuário é o mais importante na economia do estado.

História

Até o século XVII, os principais povoadores europeus do atual território do Paraná eram colonos e jesuítas espanhóis. A partir da descoberta de ouro é que os portugueses começaram a se interessar pela região. A consolidação e a expansão das atividades mineradoras em Minas Gerais, no século XVIII, no entanto, relegaram o Paraná a uma posição secundária na colônia, subordinado à capitania de São Paulo.

Em 1853, o Paraná separou-se de São Paulo, ganhando o estatuto de província, e a economia paranaense começou a ser impulsionada pelo cultivo da erva-mate, pela exploração madeireira e pelas lavouras de café. A expansão do café trouxe um crescimento populacional sem precedentes na região, com a chegada de migrantes de outras províncias.

No início do século XX, grandes companhias de colonização, como a inglesa Paraná Plantation, deram impulso à criação de novas cidades, entre elas Londrina e Maringá. Essas empresas transformaram o campo paranaense, com a introdução de métodos de produção cada vez mais modernos e competitivos. O governo estimulou a imigração para a região, oferecendo a posse de terras para colonos estrangeiros.

Os problemas enfrentados pela economia brasileira na década de 1970 atingiram fortemente o campo. Cerca de 1 milhão de pequenos produtores perderam seu emprego e suas terras. Muitos tornaram-se boias-frias, outros resolveram tentar a vida nas cidades ou migrando para outros estados. Isso deu início a um processo tardio, mas acelerado, de urbanização no Paraná, já na década de 1980.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.