O Parque Indígena do Xingu é uma área de aproximadamente 2.600 hectares, localizada na porção nordeste do estado de Mato Grosso, onde vivem aproximadamente 6.152 índios de etnias variadas (dados da Fundação Nacional de Saúde, Funasa, de 2009). Entre eles estão os calapalos, os camaiurás, os caiabis, os cuicuros, os suiás e os matipus.

O parque, criado pelo governo federal em 1961, foi idealizado pelos irmãos Vilas-Boas e é considerado um dos mais importantes centros da cultura indígena brasileira.

Vivem nele índios pertencentes aos troncos linguísticos tupi e macro-jê. O português é falado como língua entre as diferentes etnias. Nas escolas das aldeias, as aulas são dadas na língua da etnia de seus moradores, mas o português é ensinado em todas elas.

Apesar das diferenças de costume e de línguas, há intercâmbio entre os povos indígenas, sem que as aldeias abram mão de suas tradições. As terras são cultivadas de acordo com a prática de cada povo, dependendo ainda das condições de terreno e do clima. Ocorre o mesmo com relação aos rituais e à maneira como os indígenas comercializam seus produtos.

Existem no parque florestas, vegetação de cerrado e campos, o que o torna uma região de biodiversidade muito rica. O clima alterna estações de chuva (novembro a abril) com períodos de seca (maio a outubro). Nas estações de seca, as aldeias realizam festas em conjunto.

A cerimônia mais conhecida realizada no parque se chama quarup e consiste em cantos, danças e competições. O quarup é realizado sempre que morre um chefe indígena, chamado cacique, tuxaua ou morubixaba. Na ocasião, é rememorada a criação do mundo e dos homens pelo deus Maivotsinim. O deus criou os homens na forma de troncos de árvores, também chamados quarups, e lhes deu a vida. Os índios acreditam que, com essa cerimônia, a alma do chefe morto se liberta do corpo, simbolizado por um tronco, ou quarup, que depois é rolado para o rio.

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