A Patagônia é um planalto que se estende por quase todo o sul da Argentina. Com cerca de 673 mil quilômetros quadrados, é limitada pelos Andes a oeste, pelo rio Colorado ao norte e pelo oceano Atlântico o leste. A sul, o estreito de Magalhães e a Terra do Fogo, que é dividida entre o Chile e a Argentina, também costumam ser incluídos na Patagônia.

Geografia

O deserto e o semideserto cobrem a meseta patagônica que se estende do oceano Atlântico até os Andes. Junto à cordilheira, há uma cadeia de lagos, reservatórios de água de geleiras.

A cerca de 80 quilômetros da cidade de El Calafate, na província de Santa Cruz, no sul da Patagônia, fica um dos mais espetaculares cartões-postais da Argentina: a geleira Perito Moreno. Tem 35 quilômetros de comprimento e fica a 60 metros de altura sobre a superfície do lago Argentino. Seu nome é homenagem ao pesquisador argentino Francisco Pascasio Moreno (1852-1919), considerado o “pai” dos parques nacionais de seu país.

A geleira fica no Parque Nacional Los Glaciares, perto da fronteira da Argentina com o Chile, que é tombado como Patrimônio da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). O parque reúne treze geleiras.

Flora e fauna

Junto aos Andes há basicamente florestas de coníferas. O norte da Patagônia tem florestas de vegetação resistente à estiagem que, mais ao sul, dão lugar a matagais com arbustos. O capim floresce nas áreas arenosas. No sul, mais árido, a vegetação é rasteira e mais escassa.

Entre as aves da Patagônia estão as garças, predadores como a águia-chilena e o chimango (ou comedor de besouros), além da quase extinta ema (nhandu). Entre as espécies de morcegos há uma variedade de orelhas grandes. Também são encontrados tatus, pichis (pequenos tatus), raposas, gambás e onças. Entre os mamíferos maiores destaca-se o guanaco, um camelídeo que foi tão caçado a ponto de ser quase extinto.

Na Patagônia existem várias espécies de cobras venenosas, além de tartarugas e vários tipos de lagartos. Entre os artrópodes e aracnídeos estão percevejos com asas, insetos transmissores do mal de Chagas, escorpiões e vários tipos de aranhas. Os rios e lagos têm, por natureza, poucos peixes, mas em alguns há salmões e trutas.

Entre as principais plantações estão as de pêssego, ameixa, amêndoa, maçã, pera, azeitona, uva, plantas aromáticas e alfafa. A criação de ovelhas é uma atividade econômica importante na Patagônia, embora no começo do século XXI o uso excessivo das pastagens preocupe cada vez mais.

Economia

O turismo tornou-se importante a partir do fim da Segunda Guerra Mundial, uma vez que as reservas de vida selvagem e os parques nacionais passaram a atrair número crescente de pessoas. A pesquisa científica também está crescendo (como a pesquisa sobre as geleiras), além da investigação voltada para a exploração mineral.

População

A maioria dos habitantes originais da Patagônia era formada pelos índios teuelches. Considera-se que eles sejam provenientes da Terra do Fogo e tenham subido pelo litoral por volta de 5.100 anos atrás. Os exploradores espanhóis encontraram os teuelches vivendo como caçadores nômades de guanacos e emas.

No séculos XVIII vieram alguns imigrantes europeus: alguns para explorar os recursos econômicos e outros (como os galeses) para gozar de liberdade religiosa e política.

A riqueza mineral da Patagônia atraiu particularmente imigrantes do Chile. Com exceção dos centros urbanos maiores, como Comodoro Rivadavia, a escassa população da Patagônia é na maioria rural. Atualmente, sobrevivem poucos descendentes dos indígenas.

História

Afirma-se que a origem do nome Patagônia seja de patagones, termo pelo qual os exploradores espanhóis chamavam, no século XVI, os índios teuelches, habitantes originais da região. Segundo um relato, Fernão de Magalhães, o navegador português que comandou a primeira expedição europeia à área, adotou o nome porque a visão de um teuelche lembrou-lhe Patagón, um monstro com cabeça de cachorro do romance de cavalaria português do século XVI Amadis de Gaula.

No final do século XVI, os espanhóis tentaram colonizar a região costeira da Patagônia para livrá-la dos piratas ingleses. Em 1778, os ingleses tentaram se estabelecer na mesma baía, e os espanhóis reagiram com a fundação das primeiras duas cidades da Patagônia, San José e Viedma (que originalmente se chamava Nuestra Señora del Carmen).

Depois que a Argentina conquistou a independência da Espanha, em 1816, a Patagônia ficou abandonada, até que as campanhas da Conquista do Deserto, na década de 1870, varreram os índios da área. Foi então que se fez o esforço efetivo de integrar a região à Argentina.

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