Paulo César Batista de Faria, mais conhecido como Paulinho da Viola, é compositor, cantor e violonista. É considerado um dos mais importantes sambistas brasileiros.

Infância

Paulinho nasceu no dia 12 de novembro de 1942, no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro. Seu pai, o violonista César de Faria, era integrante de um grupo de chorinho de sucesso, chamado Época de Ouro. Por isso, Paulinho cresceu ao lado de músicos talentosos como Pixinguinha e Jacó do Bandolim, entre outros. Estudava contabilidade e trabalhava numa agência bancária, quando começou a se dedicar à música.

Antes de gravar seu primeiro disco sozinho, Paulinho participou do grupo A Voz do Morro e gravou com ele três discos na década de 1960: Roda de samba vol. 1, Roda de samba vol. 2 e Os sambistas. Faziam parte desse conjunto os respeitados sambistas Zé Ketti, Elton Medeiros e Nélson Sargento.

O namoro com a Portela

Foi por essa época que Paulinho começou a frequentar a Escola de Samba Portela. Ele mostrou algumas músicas que tinha composto e logo passou a fazer parte do time de compositores da escola. Seu samba “Memórias de um sargento de milícias” tornou-se o samba-enredo da escola no Carnaval de 1966 e recebeu a nota máxima do júri, ajudando a Portela a ser campeã.

Em 1968 gravou seu primeiro disco solo, chamado Paulinho da Viola. No ano seguinte, venceu o Festival da Canção da TV Record, com a música “Sinal fechado”, que é cantada como se fosse a conversa entre duas pessoas que esperam o sinal de trânsito abrir. A música chamou a atenção por sua beleza melódica e por retratar de maneira crítica a urgência dos encontros na sociedade contemporânea — ao mesmo tempo que fazia referência velada à falta de liberdade diante da ditadura que governava o Brasil na época.

Mas foi em 1970 que Paulinho chegou às paradas de sucesso. A música “Foi um rio que passou em minha vida”, em homenagem à Portela, tocou durante um ano com muita frequência nas rádios, emocionando as pessoas e firmando Paulinho da Viola na lista dos grandes talentos da música popular brasileira. Ele fez essa música para compensar a reação do pessoal da Portela por ter realizado outra composição, com Hermínio Belo de Carvalho, em homenagem à Mangueira: “Sei lá, Mangueira”.

No final da década de 1990, Paulinho da Viola voltou a receber muitos elogios da crítica, pelo disco Bebadosamba e pelo espetáculo de mesmo nome. Em 2003, gravou Meu tempo é hoje, que é também o nome de um documentário feito sobre ele no mesmo ano.

Ao longo da carreira, o cantor e compositor gravou mais de vinte discos, realizou dezenas de espetáculos, popularizou-se, e nunca abriu mão da qualidade musical. Seu samba é sofisticado e contagiante. Também não abriu mão da Portela, que ele aprendeu a amar, sendo atualmente um dos músicos que exaltam a Velha Guarda da escola, divulgando o chamado samba de raiz, que é produzido nos morros cariocas.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.