Pedro Álvares Cabral foi o comandante da segunda viagem dos portugueses à Índia. (A primeira foi comandada por Vasco da Gama.) No caminho, ele passou pela costa do Brasil e tomou posse da nova terra em nome do rei de Portugal. Diz-se, portanto, que quem descobriu o Brasil foi Pedro Álvares Cabral.

Infância e juventude

Pedro Álvares Cabral nasceu na cidade de Belmonte, em Portugal, provavelmente em 1467. Seu pai, Fernão Cabral, era alcaide-mor da cidade e governador da província da Beira Baixa. A ascendência nobre o levou a Lisboa, onde estudou humanidades, ciência e artes militares. Moço fidalgo na corte do rei dom João II, tornou-se perito em cosmografia e marinharia.

Capitão-mor

Em 1499, Cabral foi nomeado comandante (capitão-mor) da expedição que viajaria à Índia para continuar o trabalho de Vasco da Gama, que regressara a Lisboa em agosto daquele ano.

A 9 de março de 1500, Cabral partiu com uma frota de treze navios e 1.500 tripulantes rumo ao Oriente. Seu objetivo oficial era estabelecer relações de comércio com o soberano de Calecute.

A chegada ao Brasil

Em pleno oceano Atlântico, a armada afastou-se da costa africana e tomou o rumo sudoeste. A 22 de abril, marinheiros deram o grito de “terra à vista”. Por ser domingo de Páscoa, a elevação avistada recebeu o nome de monte Pascoal. No dia 24, a esquadra se abrigou num porto natural, batizado como Porto Seguro (no local hoje conhecido como baía Cabrália). Era na costa do que é atualmente o estado da Bahia.

Os portugueses permaneceram na Ilha de Vera Cruz (primeiro nome dado ao novo domínio) até 2 de maio. Em contato com os nativos, colheram muitas informações sobre o desconhecido território. O escrivão da frota, Pero Vaz de Caminha, em carta dirigida ao rei, relatou o descobrimento. Cabral ordenou o regresso da nau de Gaspar de Lemos a Portugal, levando a boa notícia. A carta de Pero Vaz de Caminha é considerada a certidão de nascimento do Brasil.

Por muito tempo, historiadores afirmaram que a frota de Cabral se desviou do rumo previsto devido a calmarias e tempestades. Assim, a chegada à costa brasileira teria sido obra do acaso. Hoje essa versão está desacreditada. Fazia parte da missão de Cabral tomar posse da nova terra em nome da coroa portuguesa.

Missão na Índia

Ao chegar a Calecute, na costa ocidental da Índia, a 13 de setembro de 1500, a esquadra de Cabral estava reduzida a oito navios. Um regressara ao reino e quatro naufragaram na passagem do cabo da Boa Esperança. Depois de assinar um acordo comercial com o samorim (rei) de Calecute, o comandante português foi hostilizado por habitantes da região. O escrivão Pero Vaz de Caminha morreu em combate. Cabral ordenou o bombardeio de Calecute e apresou navios árabes. Árabes e chineses faziam trocas comerciais no porto de Calecute. Cabral esteve ainda em Cananor e Cochim. Chegou do volta a Portugal em 31 de julho de 1501, com apenas cinco navios, trazendo uma valiosa carga de especiarias: cravo, canela, gengibre e pimenta, entre outras.

As especiarias eram fundamentais para o preparo dos alimentos, principalmente as carnes dos animais caçados, num tempo em que não havia geladeira e era preciso disfarçar o gosto do que já estava se deteriorando. Na falta de uma moeda com valor de troca entre os diferentes povos, algumas das especiarias tinham valor de ouro nas operações comerciais.

Últimos tempos

Acolhido como herói, Cabral ficou mal visto pelo rei quando, em 1502, recusou nova missão ao Oriente, pois se negou a dividir a chefia da expedição com outro comandante. Casou-se em 1503 com Isabel de Castro e viveu, a partir de então, afastado da corte. Morreu em 1520 e foi sepultado na Igreja da Graça, na cidade portuguesa de Santarém.

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