Pernambuco (sigla: PE) é um estado da região Nordeste do Brasil. Sua capital é Recife. Tem 8.796.032 habitantes (censo de 2010), que vivem numa área de 98.311 km2.

Geografia

Pernambuco é um estado litorâneo banhado pelo oceano Atlântico. Faz divisa com cinco estados: Ceará, Paraíba, Bahia, Alagoas e Piauí. Seu território também inclui o arquipélago de Fernando de Noronha.

O relevo predominante no estado é a planície litorânea com várzeas e lagos, planalto e depressão. Os principais rios pernambucanos são o São Francisco, o Capibaribe, o Ipojuca, o Una, o Pajeú e o Beberibe. O estado tem clima tropical atlântico no litoral e semiárido no interior.

Flora e fauna

A vegetação e a vida animal de Pernambuco têm diferentes características em suas três regiões principais: a Zona da Mata, o Agreste e o Sertão.

Na Zona da Mata há resquícios da mata Atlântica. As árvores têm grande porte e há muita diversidade vegetal. A vida animal é rica. Tem onça-pintada, jaguatirica, bicho-preguiça, mico-leão-dourado e muitas espécies de aves e insetos. Grande parte delas está ameaçada de extinção.

Nas áreas costeiras, onde as águas dos rios se encontram com o mar, formam-se manguezais. Ali se destacam as orquídeas e bromélias, que vivem presas a outros vegetais. A fauna do manguezal é variada, composta de crustáceos, moluscos e peixes.

No Sertão predomina o bioma denominado Caatinga. A vegetação é bastante diversificada, com cactos, árvores baixas e arbustos que perdem as folhas nas estações secas. Alguns animais da Caatinga são os lagartos, as serpentes, o carcará, a capivara, o macaco-prego e o veado-catingueiro, ameaçado de extinção.

A área de transição entre a Zona da Mata e o Sertão é o Agreste. A vegetação tem características da floresta tropical e da Caatinga. Apesar de devastado, o Agreste ainda abriga uma fauna muito rica. Entre as aves destacam-se os curiós, as garças-vaqueiras e os pintassilgos. Entre os répteis, destaca-se o lagarto-das-rochas.

População

A história da ocupação de Pernambuco está registrada no vale do Catimbau. Ali há pinturas rupestres e outros vestígios de presença humana na Pré-História.

No século XVI, quando os colonizadores portugueses chegaram à região que hoje corresponde ao estado, encontraram indígenas de diversos grupos, entre os quais os caetés e os tapuias. Hoje vivem no estado vários povos indígenas: aticuns, cambiuás, capinauás, pancararus, fulniôs e xucurus, entre outros.

O sucesso da produção de açúcar, iniciada já no século XVI, atraiu muitos europeus. Destacaram-se os holandeses, que invadiram e dominaram a região durante 24 anos. Para o trabalho na colônia, os portugueses trouxeram africanos escravizados. Eles formaram uma das bases da população pernambucana.

O estado recebeu também levas de imigrantes espanhóis, italianos, alemães, japoneses, ingleses, árabes e, em menor número, russos.

Com toda essa miscigenação e uma história rica, criou-se em Pernambuco uma cultura diversificada e forte, com expressões na música, nas artes plásticas e na literatura.

Economia

Cana-de-açúcar: historicamente, essa foi a base da economia pernambucana e de toda a economia nordestina. Os engenhos de açúcar e a economia canavieira são apresentados com arte na obra do escritor pernambucano José Lins do Rego. Hoje, além da agropecuária forte, Pernambuco tem uma indústria bem desenvolvida.

O estado cultiva principalmente algodão, cana-de-açúcar, cebola, mandioca, caju, feijão, café, milho e tomate. Na pecuária, há criação de bovinos, suínos, caprinos e galináceos.

As principais indústrias são a alimentícia, a química, a metalúrgica, a têxtil, a eletrônica, a mineral e a de comunicações. Na extração mineral, destaca-se a produção de gipsita e de calcário. Os setores de serviços, como o comércio, o turismo e a informática, têm ocupado papel cada vez mais importante na economia do estado.

História

Quando, em 1534, o Brasil foi dividido em capitanias hereditárias, a de Pernambuco, doada a Duarte Coelho, foi uma das primeiras a ser ocupada pelos portugueses. Duarte Coelho chegou ao Brasil em 1535. O primeiro nome da capitania foi Nova Lusitânia. Só depois foi batizada de Pernambuco, palavra indígena que significa “mar furado”.

Em 1630, quando o Brasil e Portugal eram governados pelo rei da Espanha, a capitania foi invadida pela Companhia das Índias Ocidentais, controlada por mercadores holandeses que dominaram toda a região — do Rio Grande do Norte até Alagoas, na faixa costeira — até 1654. Foi um período de muita luta, de muitas batalhas, pois os portugueses e os espanhóis fizeram inúmeras tentativas de expulsão dos holandeses. Foi também um período de grande prosperidade, sob o governo do conde holandês Maurício de Nassau, de 1637 a 1644. Os holandeses realizaram muitas obras de urbanização no Recife, sede de seu domínio. Adotaram a liberdade de culto religioso e incentivaram as ciências e as artes.

Depois de vários enfrentamentos, em 1654 os portugueses expulsaram os holandeses do Brasil.

Nos dois séculos seguintes, Pernambuco viveu muitos conflitos internos. Alguns movimentos tinham o objetivo de formar uma república separada do Brasil. Ocorreram a Guerra dos Mascates (1710), as revoltas separatistas de 1811, a Revolução Pernambucana (1817), a Confederação do Equador (1824) e a Revolução Praieira (1848).

Os escravos também encontraram formas de protestar. Muitos fugiam e formavam comunidades independentes. Uma delas foi o Quilombo dos Palmares, que durou quase um século. Seu maior líder foi Zumbi. No século XX, o estado viveu grande instabilidade política. Em 1930, o assassinato do político João Pessoa na cidade de Recife desencadeou a Revolução de 1930, que envolveu o país inteiro.

Os principais desafios de Pernambuco nos dias de hoje são a degradação ambiental e as grandes desigualdades sociais.

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