Pixinguinha é um dos maiores nomes da música popular brasileira. Foi compositor e instrumentista de grande talento. Tinha muitos conhecimentos musicais e transformou ritmos e temas populares em melodias de alto valor artístico.

Primeiros anos

Pixinguinha era o apelido de Alfredo da Rocha Viana Filho, nascido no Rio de Janeiro no dia 23 de abril de 1897. Seu pai era funcionário dos correios e tocava flauta. Os irmãos mais velhos também tocavam instrumentos e, assim, o menino cresceu num ambiente musical.

Não se sabe ao certo a origem do apelido Pixinguinha. Talvez fosse por causa das marcas de varíola (bexiga) que tinha no rosto, e os colegas teriam começado a chamá-lo de Bixiguinha. Segundo outra versão, o nome viria da palavra “Pizinguim”, que significa “menino bom” em língua africana — modo carinhoso como a avó o chamava.

Desenvolvimento da carreira

Aos quinze anos, Pixinguinha começou a ganhar a vida tocando flauta em cinemas e casas noturnas do Rio de Janeiro. Em 1919, formou com Donga (autor de “Pelo telefone”, o primeiro samba gravado no Brasil) e outros seis músicos o conjunto Oito Batutas, que ficou famoso e se apresentou até em Paris. Na década de 1930, já consagrado como compositor, foi contratado como arranjador pela gravadora RCA Victor. Por volta de 1940, trocou a flauta pelo saxofone tenor. Nessa época, passou a integrar o regional de Benedito Lacerda, com quem assinou muitas composições. Regional é o nome que se dá aos conjuntos musicais que tocam chorinhos.

Donga, João de Barro, Vinícius de Moraes, Hermínio Belo de Carvalho e outros grandes nomes da música popular brasileira foram parceiros de Pixinguinha. Até o fim da vida, ele fez parte de destacados grupos musicais, como a Orquestra Victor Brasileira, o Grupo Guarda Velha e a Orquestra Colúmbia de Pixinguinha.

Mestre do choro

Como instrumentista, arranjador e compositor, Pixinguinha foi o responsável por elevar o choro (ou chorinho) — gênero popular tipicamente brasileiro — à categoria de música instrumental da mais alta qualidade. Melodias como “Carinhoso”, “Lamentos”, “Rosa” e muitas outras não só são clássicos no Brasil mas têm reconhecimento internacional. Além de choros imortais, o mestre Pixinguinha compôs maxixes, sambas e valsas.

Alfredo da Rocha Viana Filho morreu no dia 17 de fevereiro de 1973, na Igreja Nossa Senhora da Paz, no Rio de Janeiro, durante a cerimônia de batismo de um afilhado. Tinha 75 anos.

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