A cidade do Recife é a capital do estado de Pernambuco, na região Nordeste do Brasil. Repleta de riquezas histórico-culturais e belas praias, atrai turistas do mundo todo. Também é um importante polo tecnológico.

Locais de interesse

O Recife uma cidade com importantes museus, com destaque para o Museu da Abolição, o Museu do Homem do Nordeste e o Instituto Ricardo Brenand, onde há a maior coleção de pinturas de Frans Post do mundo: são dezessete obras desse pintor holandês. Outros trabalhos de Post estão no Museu do Estado de Pernambuco, no Palácio do Governo de Pernambuco e no Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico de Pernambuco. Frans Post veio para o Brasil na comitiva do conde Maurício de Nassau, na época do domínio holandês no Nordeste brasileiro, em meados do século XII, e realizou uma série enorme de desenhos e pinturas de paisagens e locais conhecidos nas inúmeras expedições pelo interior do país. São documentação importante da época.

Armas, armaduras, gravuras e outras obras de arte do período compreendido entre a Idade Média e o fim das invasões holandesas do Brasil podem ser vistas também no Instituto Ricardo Brenand.

O Recife também é famoso pelas suas praias, pelas inúmeras manifestações culturais, por suas festas juninas e por seu Carnaval.

Na praia de Boa Viagem se concentram hotéis, bares e restaurantes, pontos sempre cheios de atrações turísticas.

O movimento manguebit

Os manguezais são uma característica da geografia da cidade e acabaram gerando um movimento cultural forte, que começou na música e se espalhou para as outras artes. A partir do conceito da riqueza e da variedade do mangue, o cantor Chico Science (que morreu em 1998), do grupo Nação Zumbi, criou o rótulo do manguebit (ou mangue beat), uma mistura de ritmos regionais, como o maracatu, com a música eletrônica, o rock e o hip-hop. Em 1992 foi lançado o manifesto do Mangue, com o título “Caranguejos com cérebro”, de autoria de outro músico, Fred 04, do grupo Mundo Livre S/A. A proposta era a valorização da cultura local, com a riqueza, a biodiversidade e a variedade características dos manguezais. Cinema, teatro, moda, todas as manifestações culturais da cidade do Recife e do estado de Pernambuco foram fortemente influenciadas por essa onda.

Outro grande difusor da cultura recifense e pernambucana tem sido o músico e multiartista Antônio Nóbrega, que, com seu projeto Brincante, combina várias tradições artísticas, unindo a música e a dança do frevo a outros elementos folclóricos, do popular ao erudito, com toques circenses.

Geografia

Manguezais, alagados, cinco rios, ilhas, penínsulas e uma pequena área da mata Atlântica (preservada dentro do Parque Dois Irmãos): esse é o conjunto de elementos geográficos que caracterizam a planície aluvional em que está situada a cidade do Recife — além da barreira rochosa de arenito, os arrecifes, que acompanham todo o litoral da cidade. Deles nasceu o nome do município.

Um dos maiores manguezais do mundo está inserido na área urbana do Recife. É o Parque dos Manguezais, com 215 hectares, banhado pelos rios Jordão e Pina e circundado por três bairros: do Pina, da Boa Viagem e de Imbiribeira. Fazem parte dele três ilhas: a de Deus, a de São Simão e a das Cabras.

O encontro das águas dos rios Beberibe e Capibaribe (ou Capiberibe) acontece dentro dos limites da cidade. Com tantos rios e mangues, é natural que tenham sido construídas tantas pontes no projeto de urbanização desenvolvido durante o domínio holandês. Por isso a cidade é conhecida como a “Veneza brasileira”. Dizem os recifenses que sua cidade fica “onde o Caapibaribe e o Beberibe se juntam para formar o oceano Atlântico”.

Economia

O comércio e a prestação de serviços são responsáveis por 95 por cento da economia de Recife. Destacam-se os centros de compras e os grandes supermercados, além de serviços médicos, de engenharia, de consultoria empresarial, de ensino e pesquisa e de atividades ligadas ao turismo. Nos últimos tempos, a cidade vem se destacando nacionalmente por seu polo de tecnologia da informação, o Porto Digital.

Apesar do desenvolvimento da economia formal, uma parte das atividades da cidade ainda se encontra na informalidade. Essa rede absorve considerável parcela da população, especialmente nas áreas da prestação de serviços e do comércio.

História

Em 1537, a região de Recife passou a ser ocupada por marinheiros e pescadores. Até a chegada dos holandeses em 1630, a vila dependia de Olinda, onde moravam os aristocratas do açúcar.

Em 1637, os holandeses ocuparam a cidade. Foi o início de um processo de urbanização, inicialmente com a construção de fortes e redutos para impedir o ataque português por terra, e depois com o desenvolvimento de áreas de comércio e bairros destinados à moradia dos novos colonizadores. Os holandeses só seriam expulsos em 1654.

Com a reconquista, muitos comerciantes vieram de Portugal. Eram conhecidos pejorativamente pelo nome de “mascates”, mas ajudaram a consolidar o desenvolvimento da cidade e a garantir a independência em relação a Olinda. O conflito de interesses entre os novos comerciantes recifenses e a velha oligarquia açucareira de Olinda deu origem à Guerra dos Mascates, entre 1710 e 1711, com combates e cercos ao centro de Recife.

Já no século XIX, a cidade foi novamente palco de importantes revoltas: a Revolução de 1817, a Confederação do Equador, em 1824, e a Revolução Praieira, em 1848. Ainda nessa época, Recife foi elevada à categoria de cidade.

Atualmente, Recife, com 1.536.934 habitantes, é sede da região metropolitana conhecida como Grande Recife, que por sua vez é formada por catorze municípios e compreende uma população de 3.688.428 habitantes (censo de 2010).

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