O Renascimento foi um movimento muito importante da história da Europa que começou no século XIV, no final da Idade Média, e terminou no século XVI, no início da Idade Moderna.

Denomina-se Renascimento, ou Renascença, porque foi um movimento que procurou fazer renascer a cultura e a arte da Grécia e da Roma antigas. O pensamento da Antiguidade foi retomado como base para desenvolver ideias novas. Nesse período foram feitas grandes descobertas científicas e foram criadas obras de arte belíssimas.

Origens

Na Idade Média, duas instituições dominavam a Europa: o Sacro Império Romano-Germânico, na política, e a Igreja, na religião. No século XIV, as monarquias e a religião começaram a perder seu poder. Diversas nações europeias se fortaleceram nessa época. As pessoas deixaram de escrever em latim para usar suas próprias línguas na escrita. Assim, sentiram-se mais livres para criar novas formas de pensar.

Humanismo

Até o Renascimento, a religião era o centro da vida. Na Renascença, começou-se a pensar na importância dos seres humanos. Esta é uma das principais características do Renascimento: o homem é o centro do mundo. Por esse motivo, os pensadores dessa época foram chamados de humanistas. O humanismo valorizava a vida na Terra e queria compreender o mundo em redor.

Um dos primeiros humanistas foi Francesco Petrarca, poeta italiano que viveu entre 1304 e 1374. Petrarca interessava-se por tudo o que os antigos escritores haviam escrito sobre a humanidade. Muitos compartilharam o interesse de Petrarca, como o grande contador de histórias Giovanni Boccaccio (1313-1375).

A imprensa

Em 1434, um alemão chamado Johannes Gutenberg inventou a imprensa. Isso permitiu que os livros — até então escritos à mão — fossem impressos em muitas cópias para que um número maior de pessoas pudesse ler. Em pouco tempo, as obras impressas espalharam as ideias do Renascimento por toda a Europa.

Um dos primeiros pensadores a ver os seus escritos impressos foi Erasmo de Roterdã. Como seu amigo Thomas More — autor de Utopia (1516) e canonizado pela Igreja como São Tomás Moro —, Erasmo era um pesquisador religioso, mas se interessava muito pelo humanismo.

Ciência

O espírito de investigação e pesquisa levou também ao renascer das ciências. De modo geral, na Idade Média os estudiosos buscavam apenas nos livros os seus conhecimentos científicos. Na Renascença, os pesquisadores ultrapassaram o que era ensinado nos livros e começaram a experimentar e a observar por si mesmos.

Nicolau Copérnico (1473-1543) foi um dos maiores astrônomos do Renascimento. Ele mostrou que a Terra gira ao redor do Sol. Essa descoberta revolucionou a ciência, a filosofia e a religião. Antes de Copérnico, por mais de mil anos, as pessoas acreditaram que tudo, no Universo, girava ao redor da Terra.

Em Bruxelas (atual capital da Bélgica), nasceu o médico Andries van Wesel — mais conhecido pelo nome latino Andreas Vesalius, ou simplesmente Vesálio (1514-1564). Ele dissecou e estudou cuidadosamente a anatomia dos corpos de pessoas mortas, e assim fez grandes descobertas sobre o corpo humano, aprimorando a medicina.

Arte

O Renascimento teve início na Itália. Os artistas mais importantes eram de Florença e seus arredores. Do século XV ao XVIII, com pequenos intervalos, Florença foi governada pelos Médicis, uma família de banqueiros. Nesse período, a cidade se tornou uma república próspera. A família Médicis patrocinou a arte, ou seja, pagava aos artistas para que eles trabalhassem. Assim, foram criados palácios públicos, museus, praças, esculturas e pinturas.

Leonardo da Vinci (1452-1519) exemplifica de forma completa os ideais do Renascimento. Foi pintor, escultor, engenheiro, arquiteto e cientista. São dele dois dos quadros mais famosos do mundo: a Mona Lisa (que se encontra no Museu de Louvre, em Paris, na França) e A última ceia (pintada na parede da sala de refeições do Convento Nossa Senhora delle Gazie, em Milão, na Itália, onde pode ser vista). Entre outras invenções científicas, projetou um helicóptero. Leonardo dedicou-se a diversos campos do conhecimento e da arte e em todos eles destacou-se de forma genial.

Michelangelo (1475-1564) foi um dos maiores artistas de todos os tempos. Arquiteto, escultor e pintor, destacou-se em todas as áreas. São dele a cúpula da Basílica de São Pedro, no Vaticano, as esculturas de Davi (em Florença) e Moisés (em Roma) e as pinturas excepcionais do teto da Capela Sistina, nos Museus do Vaticano.

Rafael (1483-1520) foi um grande pintor renascentista. Como Michelangelo, representou figuras religiosas, mas exprimindo as suas qualidades realistas e humanas.

A descoberta de novas terras

O Renascimento levou as pessoas a partirem em busca de novos mundos. Cristóvão Colombo, Pedro Álvares Cabral, Américo Vespúcio e outros navegantes, partindo da Espanha e de Portugal, descobriram um continente desconhecido pelos europeus: a América.

O final do Renascimento

Nenhum acontecimento especial marca o fim desse movimento. O espírito de descoberta que definiu aquela época fabulosa levou as pessoas a buscar e a experimentar novas ideias, em todos os aspectos da vida. Aos poucos, os artistas inventaram novos estilos, temas e formas. Começaram a surgir novos modos de pensar, em todas as áreas, inclusive em política. Formas de governar menos aristocráticas, ou formas políticas mais democráticas, começaram a se desenvolver. O Renascimento preparou o terreno para a Idade Moderna, que começou a partir das grandes navegações e dos grandes descobrimentos.

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