A Revolução Farroupilha, também chamada Guerra dos Farrapos, foi uma luta civil que aconteceu no Rio Grande do Sul entre 1835 e 1845. Foi a mais longa das revoluções brasileiras. Nesse período, a província sulina deixou o Império do Brasil para formar a República Rio-Grandense.

A luta

Os fazendeiros gaúchos reclamavam dos altos impostos, que tornavam a carne produzida no Rio Grande do Sul mais cara que a de países vizinhos. Os protestos não foram ouvidos pelo governo imperial. O conflito se iniciou em 20 de setembro de 1835, com a tomada de Porto Alegre pelos rebeldes, comandados por Bento Gonçalves da Silva. A cidade de Pelotas foi dominada em seguida. Em 11 de setembro de 1836, após uma série de vitórias, Antônio de Sousa Neto proclamou a República Rio-Grandense. Muitos soldados republicanos não tinham uniforme. Por isso, eram chamados “farroupilhas” (vestidos de farrapos).

Em 4 de outubro de 1836, no combate da ilha do Fanfa, Bento Gonçalves caiu prisioneiro e foi levado para Salvador (no estado da Bahia), onde foi encarcerado no Forte do Mar. Os correligionários o elegeram presidente da República Rio-Grandense, que instalara a capital na cidade de Piratini. Ajudado pela organização da maçonaria, Bento Gonçalves fugiu da prisão em 1837.

No final de 1838, os revolucionários dominavam boa parte do território gaúcho. Em julho do ano seguinte, sob o comando do italiano Giuseppe Garibaldi (especializado em guerra de guerrilhas), tomaram o porto de Laguna (no estado de Santa Catarina) e fundaram a chamada República Juliana. Os líderes do movimento pretendiam formar, no Brasil, uma federação de estados republicanos unidos sob a mesma bandeira.

A paz honrosa

Em 1840, com a antecipação da maioridade de dom Pedro II, o governo imperial iniciou uma política de pacificação do país. Os chefes farroupilhas, com exceção de Bento Manuel Ribeiro, recusaram a anistia oferecida. Em 1842, o marechal Luís Alves de Lima e Silva (futuro duque de Caxias) foi nomeado comandante de armas do Rio Grande do Sul. Ele conseguiu sucessivas vitórias (Poncho Verde, Piratini, Canguçu, Porongos, Arroio Grande), debilitando a resistência dos republicanos. Ao mesmo tempo, trabalhou em busca de uma paz honrosa. Em 1° de março de 1845, a luta chegava ao fim, sem vencedores ou vencidos. Além de anistiados, os integrantes das forças farroupilhas foram admitidos no exército imperial, no mesmo posto que ocupavam nas fileiras rebeldes. Acabava assim a guerra civil que por dez anos ensanguentara o Rio Grande do Sul e, por algum tempo, Santa Catarina.

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