Em 1789, o povo da França deu início à Revolução Francesa. A revolução derrubou o rei e transformou a França numa república, um país governado pelo povo, por meio de seus representantes eleitos. Essa república não durou muito, mas a França nunca voltou à sua forma antiga, desigual e injusta de governo. Além disso, as ideias da Revolução Francesa se espalharam para muitos outros países. “Liberdade, igualdade e fraternidade” ficou conhecido como seu lema. E A marselhesa, o hino nacional da França, nasceu na revolução.

Antecedentes

Na década de 1780, vários grupos lutavam por mudanças na sociedade francesa. Um deles era uma nova classe de pessoas ricas das cidades, chamada de burguesia. A burguesia queria mais poder. Enquanto isso, trabalhadores rurais e outras pessoas pobres estavam cansados de trabalhar arduamente para o bem dos nobres, ou grandes proprietários de terras. Muitos se revoltavam por ter de pagar impostos dos quais os nobres estavam isentos. Ao mesmo tempo, filósofos e escritores franceses clamavam por novas formas de sociedade e de governo.

O governo francês estava enfraquecido, pois tinha gastado dinheiro demais em guerras muito caras. A última delas tinha sido a Guerra de Independência dos Estados Unidos, na qual a França tinha ajudado os colonos americanos a derrotar os governantes britânicos. O rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta também gastavam grandes quantidades de dinheiro com seu próprio luxo, enquanto o resto do país passava dificuldades.

A revolução começa

Para ajudá-lo a resolver os problemas da França, Luís XVI convocou os Estados Gerais em maio de 1789. Os Estados Gerais eram uma assembleia de representantes das três classes, ou estados, da sociedade francesa: a Igreja, os nobres e os cidadãos comuns ou terceiro estado. Em junho, a maioria dos cidadãos comuns e alguns membros dos outros grupos romperam com os Estados Gerais. Declararam que dali em diante passavam a ser uma Assembleia Nacional que representaria todo o país.

Em 14 de julho, uma multidão atacou uma antiga prisão chamada Bastilha, em Paris. Os revoltosos libertaram os prisioneiros mantidos ali pelo governo. Esse acontecimento é considerado o início da Revolução Francesa.

O novo governo

Outras regiões da França seguiram o exemplo de Paris e formaram governos revolucionários. Em muitos lugares, camponeses queimaram os castelos dos ricos senhores das terras. Depois disso, alguns nobres abriram mão de seus privilégios.

Em agosto de 1789, a Assembleia Nacional aprovou a Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão. Esse importante documento declarava que todas as pessoas nascem livres e têm direitos iguais. A Assembleia Nacional também realizou muitas mudanças que afetaram toda a população francesa. Estabeleceu que os camponeses não tinham mais que trabalhar de graça nas terras dos nobres, tomou as propriedades da Igreja Católica e deu à maioria dos cidadãos do sexo masculino o direito de voto — o que era uma contradição em relação ao princípio dos direitos iguais para todos.

De início, a Assembleia Nacional deixou o rei permanecer no trono. Mas, em setembro de 1792, a França mudou sua forma de governo, de monarquia para república, e o rei foi deposto. Em 1793, os revolucionários executaram o rei Luís XVI e a rainha Maria Antonieta.

Reino do terror

A República Francesa formou uma nova assembleia, chamada Convenção Nacional. Em pouco tempo, um grupo extremista, chamado jacobinos, assumiu o controle da Convenção (1793). Eles temiam que os inimigos da revolução fizessem o país voltar à situação anterior. Deram início então a um período conhecido como Terror. Tudo era vigiado, tudo era denunciado. Os extremistas espalharam-se pelo país todo, formando mais de quatrocentos clubes jacobinos.

Os jacobinos prenderam mais de 300 mil pessoas, que foram acusadas de se opor à Revolução. Executaram pelo menos 17 mil delas. Muitas tiveram a cabeça cortada pela guilhotina, um instrumento inventado pouco tempo antes. Tudo isso no período de apenas um ano, porque, em julho de 1794, outros membros da Convenção prenderam os líderes do terror jacobino, que também foram condenados à morte na guilhotina.

Ascensão de Napoleão

Em 1795, um grupo menos radical, chamado Diretório, tomou o poder. No entanto, o Diretório não contava com uma liderança forte. Em 1799, Napoleão Bonaparte, um jovem e bem-sucedido general, derrubou o Diretório e se declarou o líder de um novo governo, chamado Consulado.

Napoleão ficou tão poderoso que em 1804 se declarou imperador da França, com o nome de Napoleão I. Imperadores e reis governaram então a França pela maior parte dos setenta anos seguintes. A França só se tornou definitivamente república em 1871.

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