Localizado na região Nordeste, o estado do Rio Grande do Norte (sigla: RN) fica na chamada “esquina do Brasil”. Sua capital é Natal. A área do estado é de 52.796 km2, com população de 3.168.133 habitantes (censo de 2010).

Geografia

O Rio Grande do Norte faz divisa com a Paraíba, ao sul, e com o Ceará, a oeste. A norte e a leste, tem como limite o oceano Atlântico.

O estado tem um dos poucos vulcões extintos identificados no Brasil: o pico do Cabuji, localizado na região de Angicos, no centro do Estado.

O litoral e a porção oeste do estado têm clima tropical. Já no centro, predomina o semiárido. O Rio Grande do Norte possui 410 quilômetros de praias, repletas de dunas e lagoas. O relevo do estado é marcado pelas planícies costeiras, além das planícies que acompanham os principais rios da região, como o Potengi, o Açu e o Apodi.

No interior é possível encontrar planaltos e chapadas, entre elas a chapada do Apodi, na divisa com o Ceará.

Flora e fauna

O território do Rio Grande do Norte apresenta três tipos de vegetação: a floresta tropical, o agreste e a Caatinga. A floresta tropical é encontrada na zona litorânea e faz parte do que é conhecido como Zona da Mata nordestina. As espécies arbóreas incluem o pau-brasil, a carnaúba, a peroba e o jatobá. O agreste é uma vegetação de transição para o clima semiárido do sertão e pode ser visto em toda a porção oriental do estado. Já a caatinga está presente nas regiões central e ocidental, ocupando cerca de 90 por cento da área do estado.

A fauna do estado é rica e variada. São comuns suçuaranas, saguis, timbus (ou gambás), corujas, morcegos, cobras-corais e calangos, entre outros animais.

População

Quem nasce no Rio Grande do Norte é chamado de potiguar. Negros, índios e portugueses estão na origem do povo do estado. A presença do elemento de ascendência holandesa também se faz perceber, especialmente no interior do estado.

Os negros tiveram grande influência nas tradições folclóricas locais. Religião, danças, comidas, festas e costumes de origem africana são comuns no dia a dia do Rio Grande do Norte, a par das festas de origem portuguesa.

Economia

A economia do Rio Grande do Norte baseia-se nos setores de serviços e do comércio, na agroindústria e na indústria têxtil.

O estado é responsável por 90 por cento da produção de sal nacional, sendo, também, o maior produtor de petróleo em terra do país. Outro destaque fica por conta da produção de camarões em cativeiro. O Rio Grande do Norte é o maior exportador brasileiro desse crustáceo.

O turismo também tem bastante importância econômica, especialmente nas regiões litorâneas. É um estímulo, também ao rico artesanato local. O desenho de paisagens com areia colorida feito dentro de garrafas de diversos tamanhos e formatos é típico dos artesãos locais.

História

A capitania do Rio Grande foi doada pelo rei português dom João III, em 1535, a João de Barros. A colonização fracassou e os franceses que traficavam pau-brasil na costa brasileira dominaram a região. Em 1598, os portugueses iniciaram a construção do Forte dos Reis Magos e garantiram a posse da região.

O forte caiu em domínio dos holandeses em 1634 (quando Portugal era governado pelo rei da Espanha), mas foi retomado vinte anos mais tarde. Por estar localizada em ponto estratégico, a capitania do Rio Grande era motivo de constantes preocupações para Portugal.

No início do século XVIII, o Rio Grande do Norte passou ao controle da capitania de Pernambuco. Após a proclamação da independência, foi transformado em província e, em 1889, com a República, tornou-se estado.

Já no século XX, durante a Segunda Guerra Mundial, o estado abrigou uma base aérea dos Estados Unidos. Essa base foi considerada vital para barrar a expansão alemã da África ocidental para a América do Sul. Ficou conhecida como “trampolim da vitória”.

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