O estado do Rio de Janeiro (sigla: RJ) fica na região Sudeste do Brasil. Sua capital é a cidade do Rio de Janeiro. Tem 15.993.583 habitantes (censo de 2010), chamados de fluminenses, e uma área de 43.696 km2.

Geografia

O estado do Rio de Janeiro faz divisa com São Paulo a oeste, Minas Gerais a noroeste e Espírito Santo a norte; o oceano Atlântico fica a sul e a leste. O estado tem diversas lagoas, como a Feia, a de Araruama, a de Maricá, a de Saquarema e a Rodrigo de Freitas. Os principais rios são: Paraíba do Sul, Muriaé, Piraí, Grande, Macaé e Itabapoana.

No relevo predominam a planície litorânea e o planalto, além de algumas serras, entre elas a serra dos Órgãos, com o famoso pico Dedo de Deus. Um ramo da serra do Mar, chamado serra das Araras, está junto à divisa com o estado de São Paulo. O pico das Agulhas Negras, com 2.787 metros de altitude, é o ponto mais alto do estado. A planície em torno da cidade do Rio de Janeiro constitui a chamada Baixada Fluminense. O rio Paraíba faz parte da divisa com o estado de Minas Gerais e depois atravessa o estado do Rio, desaguando no oceano Atlântico.

Na planície litorânea o clima é tropical semiúmido; na região serrana do planalto, é tropical de altitude.

Flora e fauna

A vida animal e vegetal no Rio de Janeiro foi bastante alterada pela ocupação humana. Apesar disso, restam alguns trechos da mata Atlântica e de mangue.

Na mata Atlântica ainda é possível encontrar caxinguelês (uma espécie de esquilo), saguis, bichos-preguiça, macacos-prego, tatus-canastra e outros animais. A vegetação é bastante diversificada, com ipês, cambuás, ingás, bromélias e muitas outras espécies.

Os mangues se desenvolvem nas regiões em que a água dos rios se mistura com o mar. Ali crescem arbustos e algumas espécies de árvores. A vida animal dos manguezais é composta de caranguejos, sururus, siris, ostras e muitos peixes.

População

Quando os portugueses chegaram ao Brasil, a partir de 1500, o território que hoje corresponde ao Rio de Janeiro era povoado por vários povos indígenas. Havia temiminós, tupinambás, tupiniquins, botocudos, goitacases e outros. Até hoje há índios no estado.

Com a chegada dos portugueses, muitos grupos indígenas foram dizimados ou se retiraram para outras regiões. Grandes levas de africanos escravizados foram trazidas para trabalhar nos engenhos de açúcar e em outras atividades.

Mais tarde, outros imigrantes europeus se instalaram na região. Entre 1819 e 1824, famílias suíças e alemãs fundaram a vila de Nova Friburgo, na região serrana. Além deles, vieram espanhóis, franceses, chineses, italianos, sírios e libaneses. A presença portuguesa e de seus descendentes é majoritária no estado.

No século XX, a partir da década de 1960, o Rio passou a receber muitos migrantes dos estados nordestinos.

Economia

A economia do Rio de Janeiro é a segunda maior do Brasil, superada apenas pela de São Paulo. Na indústria, destacam-se a metalurgia, a siderurgia, o setor petroquímico, o automobilístico e o alimentício. Da bacia de Campos provém cerca de 80 por cento do petróleo extraído no país.

O setor de serviços concentra as principais atividades econômicas. Grande parte está voltada para o turismo.

História

A presença portuguesa no território do atual estado do Rio de Janeiro data do início do século XVI. Foi em Cabo Frio que os portugueses ergueram a primeira feitoria, em 1503. Ali era armazenado o pau-brasil que seria transportado para Portugal.

Outros europeus estavam interessados no pau-brasil. Navios franceses, espanhóis, ingleses e de outras nacionalidades começaram a abordar a costa brasileira. Para garantir a posse das terras conquistadas, em 1534 Portugal criou as capitanias hereditárias. O território que hoje corresponde ao Rio de Janeiro fazia parte de duas capitanias: São Vicente e São Tomé.

Em 1555, em busca do pau-brasil, os franceses invadiram o Rio e fundaram uma colônia: a França Antártica. Dominaram toda a baía da Guanabara, abarcando, portanto, a região onde hoje está Niterói. Niterói surgiu nessa época, com o nome de Vila Real da Praia Grande. Os franceses foram expulsos em 1567.

No século XVII, a ocupação portuguesa se consolidou e avançou para o interior. Por essa época iniciou-se a produção de açúcar, que se tornaria a principal atividade econômica da capitania.

Com a descoberta de ouro em Minas Gerais, no século XVIII, o Rio de Janeiro ganhou mais destaque: de seus portos saía grande parte dos minérios com destino a Portugal.

Em 1763, a capital da colônia foi transferida de Salvador para a cidade do Rio de Janeiro. No final do século XVIII, teve início o cultivo do café no estado.

Em 1808, a família real portuguesa veio para o Brasil, fugindo da invasão francesa em Portugal. A cidade do Rio de Janeiro tornou-se a sede do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarves. Com a independência do Brasil, em 1822, manteve o estatuto de capital.

Em 1834, o território da província do Rio de Janeiro foi dividido em dois: a cidade do Rio, como Município Neutro, continuou a ser a capital do Império do Brasil, e Vila Real da Praia Grande tornou-se capital da província do Rio de Janeiro. Em 1835, seu nome mudou para Niterói. Foi o início do desenvolvimento maior dessa outra região do estado, que ganhou o transporte por barca a vapor, bondes elétricos, estradas de ferro e companhias de navegação.

Em 1894, devido à Revolta da Armada (feita por altos oficiais da marinha contra o governo federal), a capital do estado foi transferida para Petrópolis. Só dez anos depois a situação se reverteu e Niterói voltou a ser a capital.

Com a proclamação da República, em 1889, a cidade do Rio tornou-se o Distrito Federal, que sediava a capital do país. Niterói passou de sede da província a capital do estado do Rio de Janeiro.

Em 1960, a capital do Brasil foi transferida para Brasília. A cidade do Rio de Janeiro deixou de ser o Distrito Federal e passou a ser o estado da Guanabara. Em 1975, os estados da Guanabara e do Rio se fundiram: o novo estado ficou com o nome de Rio de Janeiro e a cidade do Rio foi designada sua capital.

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