Roberto Carlos é um cantor e compositor brasileiro. Por ser tão admirado e pela sua marcante contribuição à história da música do Brasil se costuma chamá-lo de “Rei”.

Infância e juventude

Roberto Carlos Braga nasceu no dia 19 de abril de 1941. É o caçula de quatro filhos gerados numa família simples da cidade de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo.

Sua mãe queria que fosse médico, mas desde pequeno ele demonstrava gostar muito de música. Seus pais o matricularam em cursos de piano e violão. Além de aprender os instrumentos, o menino tinha o costume de ouvir programas musicais no rádio. Naquele tempo, ainda não existia televisão no Brasil, nem internet no mundo. Era pelo rádio que as pessoas ficavam sabendo o que acontecia nos diferentes países e conheciam as novidades.

Aos 6 anos, Roberto sofreu um grave acidente, que o marcaria para toda a vida. Ele foi atingido na perna pela locomotiva de um trem. Quando tinha apenas 9 anos, apresentou-se como cantor no programa infantil de uma rádio de Cachoeiro. Ele cantou um bolero e recebeu como pagamento um punhado de balinhas. Ouvindo-o cantar, a mãe abriu mão do sonho de vê-lo médico. Entendeu a paixão do filho pela música e passou a incentivá-lo.

Em 1955, Roberto Carlos se mudou para Niterói, no estado do Rio de Janeiro, ficando alguns meses na casa de uma tia, até seus pais se mudarem para o Rio também.

O rock estourava nas rádios na voz de Elvis Presley e Chuck Berry, e os jovens brasileiros, inclusive Roberto, começavam a se juntar para formar grupos musicais inspirados nesses ídolos.

Em 1957, Roberto Carlos conheceu Tim Maia e outros músicos que, como ele, experimentavam novos ritmos e buscavam a fama. Logo depois conheceu Erasmo Carlos (nome artístico do carioca Erasmo Esteves), que viria a se tornar seu parceiro por muitos anos.

Jovem Guarda

Esses contatos iniciais foram muito importantes para que Roberto demonstrasse seu talento, cantando em programas de rádio e também na televisão, que estava começando no Brasil.

Lançou Sou louco por você, seu primeiro disco, em 1961. Desenvolveu a parceria com Erasmo Carlos e estourou nas paradas musicais com as músicas “O calhambeque”, “É proibido fumar” e “Splish splash”. Era o início do que seria o rock brasileiro.

Pouco depois, começou a apresentar na televisão o programa Jovem Guarda, com a cantora mineira Wanderléa (Wanderléa Charlup Boere Salim) e com o amigo Erasmo Carlos. Eram todos jovens, irreverentes, e foram contagiando as pessoas com o novo ritmo e com as letras das músicas.

O balanço do trio Roberto, Erasmo e Wanderleia alastrou-se de tal forma que foi levado ao cinema em três filmes: Roberto Carlos em ritmo de aventura (1967), Roberto Carlos e o diamante cor-de-rosa (1970) e Roberto Carlos a 300 km por hora (1972) — todos inspirados na estética dos filmes feitos pelos Beatles, que arrastavam multidões em suas apresentações pelo mundo.

Mudança de rota

Nos anos 1970, Roberto decidiu mudar a direção de sua carreira. Começou a fazer músicas mais românticas, ainda com o parceiro Erasmo Carlos, e obtiveram um sucesso após o outro.

Foram mais de quarenta discos ao longo da carreira. Canções como “Detalhes”, “Jesus Cristo”, “Café da manhã”, “Caminhoneiro” e “Verde e amarelo” renderam fama e reconhecimento de público a Roberto Carlos.

Ao longo dos cinquenta anos de carreira, comemorados em uma turnê pelo Brasil iniciada em 2009, Roberto vendeu milhões de discos (só em 1994, foram 70 milhões de cópias), fez milhares de apresentações, lançou discos em espanhol e inglês, e recebeu muitos prêmios.

Em 2007, o Rei admitiu que sofria de transtorno obsessivo compulsivo (TOC), um distúrbio que se caracteriza pela submissão da pessoa a algumas manias. Por essa razão, tinha deixado de cantar várias de suas músicas. Anunciou seu tratamento e, pouco depois, deixou de fazer restrições ao seu repertório.

Em 2009, apresentou pela trigésima vez seu show Especial de fim de ano, levado ao ar pela Rede Globo de Televisão sempre na véspera do Natal. Ao final de todos os seus espetáculos, joga rosas para a plateia.

Roberto foi casado quatro vezes e tem quatro filhos. A geração de fãs dos anos 1960 e 1970 e que se encantava com ele continua a seguir o ídolo. A primeira fã, Laura, sua mãe, que mereceu uma música chamada “Lady Laura”, morreu em 17 de abril de 2010. Ele fazia uma apresentação em Nova York quando recebeu a notícia.

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