Robin Hood é um herói lendário cantado em baladas (um tipo de poema lírico) na Inglaterra. Algumas datam do século XIV. Ele era um rebelde, fora da lei. Muitas das baladas a seu respeito falam de um personagem e seu bando, que cometem crimes contra autoridades importantes, enquanto dão aos pobres o dinheiro roubado. Ele trata bem as mulheres, os pobres e os humildes. Por isso, é considerado herói. Seu inimigo mais frequente é o xerife de Nottingham (no norte da Inglaterra), que representa o governo, bem como os poderosos donos de terras. Sua lenda é muito apreciada pelos contadores de histórias.

Boa parte da revolta de Robin Hood contra as autoridades nascia do ressentimento popular com as leis que restringiam a caça apenas aos senhores de terras. No entanto, o povo dependia da caça de animais silvestres para se alimentar. As primeiras baladas sobre o tema retratam as condições de vida miseráveis do povo na Idade Média.

Houve muitas tentativas de provar que Robin Hood de fato existiu, mas as referências à lenda feitas por escritores medievais mostram que as baladas cantadas pelos menestréis são a única evidência disponível da possível existência real desse personagem. Nenhuma das tentativas de identificar o herói com alguma figura histórica foi bem-sucedida.

As baladas e as histórias sobre Robin Hood são a expressão poética das aspirações populares durante um período difícil, de rebeliões de camponeses e descontentamento no campo. Um personagem desse tipo — perseguido pela justiça e caçando livremente na floresta, enganando ou anulando a lei e a ordem injustas — encantava o povo.

Ao longo do século XVI, a lenda foi distorcida, pois passou-se a contar que Robin Hood teria sido um nobre decadente, não um homem do povo. Desse modo ele conquistou um caráter mais romântico, mas o conteúdo popular do personagem foi prejudicado. Com a perda dos valores sociais originais, as baladas posteriores (nas quais surge seu companheiro João Pequeno) também perderam parte de seu valor poético e de sua vitalidade.

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