Rondônia (sigla: RO) é um estado localizado na região Norte do Brasil e que tem dois terços de seu território, de 237.576 km2, cobertos pela floresta Amazônica. A população do estado é de 1.560.501 habitantes (censo de 2010) e sua capital é Porto Velho.

Geografia

Rondônia faz divisa com os estados do Amazonas (ao norte), de Mato Grosso (a leste e sudeste) e do Acre (a noroeste), e também tem fronteira com a Bolívia (a sudeste e oeste).

Seu relevo não apresenta grandes elevações ou depressões. No norte e no nordeste, áreas que pertencem à grande planície amazônica, é possível encontrar as terras mais baixas. Os terrenos mais acidentados estão na região sul, onde as altitudes podem chegar a 800 metros.

O principal rio da região é o Madeira, que, juntamente com seus afluentes, forma oito bacias hidrográficas. O rio Madeira é responsável pelo transporte de toda a carga entre Porto Velho e Manaus, capital do Amazonas. Já o Guaporé, outro importante rio da região, forma a linha fronteiriça entre o Brasil e a Bolívia. Outros rios de destaque são o Mamoré, o Abunã, o Jamari, o Ji-Paraná e o Aripuanã.

O clima de Rondônia é equatorial. As temperaturas médias anuais variam entre 24°C e 26°C.

Flora e fauna

A fauna e a flora de Rondônia apresentam a riqueza típica da floresta Amazônica. Ao longo do território do estado, é possível encontrar florestas de igapós e florestas de terra firme. Os igapós, que ocorrem em solos que ficam alagados durante quase metade do ano, apresentam árvores que podem atingir 40 metros de altura. Nas águas, é possível encontrar vitórias-régias com folhas que chegam a 4 metros de diâmetro.

As florestas de terra firme também apresentam árvores de grande porte, em geral de 30 a 60 metros de altura. As copas, muito juntas, tornam difícil a penetração dos raios do sol. Por isso, o interior da mata costuma ser bastante úmido e escuro.

Nos igapós, é possível encontrar aves aquáticas, jacarés e vários peixes, entre eles o pirarucu, o maior da Amazônia. Já a floresta fechada é o lar de animais como onças, macacos, entre outros.

População

A população de Rondônia foi formada, em grande parte, por índios e brancos. No final do século XIX, um grande movimento migratório, originário da região Nordeste, também teve importante contribuição na formação do povo rondoniense.

Nas últimas décadas do século XX, Rondônia passou por um novo — e dessa vez intenso — processo de ocupação populacional. Gente de diversas regiões do país chegou ao estado, com o objetivo de desenvolver atividades rurais.

Muitos profissionais liberais sentiram-se também atraídos pelas oportunidades geradas com a expansão da população, alimentando novos negócios.

Economia

A economia de Rondônia é baseada no extrativismo, em especial da madeira, e na atividade agropecuária. O estado também possui uma das maiores jazidas de cassiterita do mundo, sendo responsável por 40 por cento da produção nacional desse minério.

O crescimento econômico de Rondônia foi favorecido na década de 1990 pela contrução do porto graneleiro em Porto Velho e pela abertura da hidrovia do rio Madeira.

Antes disso, nas décadas de 1960 a 1980, o governo federal lançou um programa de povoamento, com distribuição de terras para quem estivesse disposto a se instalar e contribuir para o desenvolvimento do estado.

História

O primeiro europeu a chegar ao vale do rio Guaporé foi o espanhol Ñuflo de Chávez, entre 1541 e 1542. No século XVII, a região foi percorrida pelo bandeirante Antônio Raposo Tavares. No século seguinte, outros bandeirantes refizeram o caminho de Raposo Tavares e começaram a explorar o vale do Guaporé.

Em 1748, o primeiro governador e capitão-geral da capitania do Mato Grosso, Antônio Rolim de Moura Tavares, recebeu a missão de Portugal de manter a ocupação da margem direita do Guaporé a qualquer custo. Na época, a região era constantemente alvo de incursões de espanhóis e de indígenas.

Rolim de Moura instalou sua capital em Vila Bela da Santíssima Trindade e demarcou a região de acordo com o estabelecido pelo Tratado de Madri (1750).

Após a independência do Brasil e o declínio das atividades extrativistas na região, a área perdeu importância econômica. Isso mudou no final do século XIX, com a exploração da borracha. Outro impulso importante para o povoamento da região foi a construção da estrada de ferro Madeira–Mamoré. Foi uma epopeia em plena selva Amazônica, em que morreram 6 mil trabalhadores. Por isso a estrada ficou conhecida como Ferrovia do Diabo.

Durante a Segunda Guerra Mundial, um decreto do governo brasileiro criou o Território Federal de Guaporé, com partes que pertenciam anteriormente ao Amazonas e a Mato Grosso. Em 1957, o território recebeu o nome de Território Federal de Rondônia, em homenagem ao marechal Cândido Rondon, desbravador da região.

Descobertas de jazidas de cassiterita e a abertura de novas estradas estimularam a economia de Rondônia, que passou à condição de estado em 1982.

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