Localizado na região Norte do Brasil, Roraima (sigla: RR) é o estado com menos municípios do país: apenas quinze. Sua capital é Boa Vista e tem uma população de 451.227 habitantes (censo de 2010), numa área de 224.298 km2.

Geografia

Roraima faz divisa com dois países, Venezuela (a norte e a noroeste) e Guiana (a leste), e com dois estados, Pará (a sudeste) e Amazonas (a sul e a oeste). O estado é cortado ao sul pela linha do equador. Grande parte de seu território, portanto, encontra-se no hemisfério Norte. O clima é equatorial, úmido e quente.

É o mais isolado dos estados brasileiros. Tem muitos rios, mas todos restritos a seu próprio território. O rio Branco, o principal de Roraima, integra a rede fluvial da bacia Amazônica. Ele se forma a 30 quilômetros de Boa Vista, pela confluência dos rios Tacutu e Uraricoera, e tem sua foz no rio Negro, no estado do Amazonas. Viabiliza, assim, o acesso fluvial a Manaus, a capital do estado do Amazonas.

Roraima abriga o ponto mais ao norte no Brasil (ponto extremo setentrional), o monte Caburaí, localizado na serra Pacaraíma. Nessa mesma cadeia montanhosa fica o monte Roraima, ponto mais alto do estado, com 2.739 metros.

Fauna e flora

Roraima tem três tipos de vegetação bem diferentes: no sul, o território é coberto por florestas equatoriais abundantes, cortadas por rios caudalosos. No centro do estado, é comum encontrar campos gerais, savanas, igarapés e buritizais. No norte, já próximo à fronteira com a Venezuela, a região é de serras, com mais de 1.000 metros de altitude.

Os animais também são típicos de cada um desses ambientes. Nas florestas, é comum encontrar onças, antas, jacarés, lontras e macacos, entre outros animais. Já nos campos gerais, encontram-se tamanduás, tatus, jabutis, pacas, cutias e cobras, entre outras espécies de bichos. A variedade de peixes também é grande. Entre eles estão pacus, tucunarés, surubins, tambaquis, piranhas e traíras. Nas praias do baixo rio Branco encontram-se tartarugas e tracajás.

População

Roraima é o estado brasileiro menos populoso e de menor densidade demográfica. A maioria da população é de mulatos (61 por cento). Há brancos (24 por cento), indígenas (11 por cento) e negros (4 por cento). A população indígena é formada por ianomâmis, ingaricós, macuxis, patamonas, taurepangs, uaimiris-atroaris, uaiuais e uapixanas.

Mais de 80 por cento da população vive nos núcleos urbanos, em um dos quinze municípios do estado. O restante do território é praticamente desabitado, com densidade demográfica de menos de 3 habitantes para cada 2 quilômetros quadrados.

Economia

A economia de Roraima é baseada no setor de serviços, responsável por mais de 70 por cento do PIB (Produto Interno Bruto) do estado. A indústria, a agroindústria e a mineração respondem por cerca de 20 por cento. O restante fica por conta da agropecuária.

Os principais produtos agrícolas de Roraima são arroz, milho, mandioca, laranja e banana. O estado também exporta madeira.

História

Roraima tem um sítio arqueológico, a Pedra Pintada, onde há inscrições milenares — sinal de presença humana bastante antiga.

A área que hoje corresponde ao estado foi disputada por ingleses, portugueses, holandeses e espanhóis desde o século XVI. Os primeiros povoados, no entanto, apareceram apenas no século XVIII, após o extermínio de grande número de indígenas.

Em 1858, o governo brasileiro criou a freguesia de Nossa Senhora do Carmo. Em 1890, a freguesia foi transformada no município de Boa Vista do Rio Branco, pertencente ao estado do Amazonas. No início do século XX, uma disputa com a Inglaterra tirou do Brasil a maior parte das terras da região do Pirara, um pequeno afluente do rio Maú. Essas terras foram incorporadas à Guiana Inglesa.

Em 1943, criou-se o Território Federal do Rio Branco, desmembrando a área a partir do estado do Amazonas. Em 13 de setembro de 1962, seu nome mudou para Território Federal de Roraima, que é o nome do pico de uma montanha. Com a Constituição de 1988, o território foi transformado em estado da federação.

A descoberta de ouro e de diamantes na região no início do século XX atraiu migrantes de diversas regiões do país. Essa migração e a exploração desordenada causaram conflitos e mortes, em especial nas populações indígenas. Aos poucos, os garimpeiros foram substituídos pelo agronegócio, mas os conflitos em terras indígenas continuaram.

A fim de pacificar a região e garantir o direito dos índios à terra, reservas começaram a ser demarcadas e homologadas entre o final do século XX e o início do século XXI.

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