Localizado na região Sudeste do Brasil, São Paulo (sigla: SP) é o estado mais rico da federação. Sua capital é a cidade de São Paulo. O estado ocupa uma área de 248.209 km2 e sua população é de 41.252.160 habitantes (censo de 2010).

Geografia

São Paulo tem como limites os estados de Rio de Janeiro (a nordeste), Minas Gerais (a norte e a nordeste), Mato Grosso do Sul (a oeste) e Paraná (ao sul). A leste, está à margem do oceano Atlântico.

Cerca de 85 por cento do território do estado está entre 300 e 900 metros de altitude. O relevo predominante no litoral é a planície litorânea, ladeada pela serra do Mar; em seguida, vem o planalto. Desde um pouco a sudoeste de Santos, município do litoral paulista, até a divisa com o Rio de Janeiro, a serra do Mar forma um paredão que desce quase verticalmente sobre a planície litorânea. De Santos para o sul, encontram-se cristas montanhosas e vales estreitos.

A região sul-oriental do planalto paulista serras e colinas, onde se encontram a serra da Mantiqueira, o maciço da Bocaina e a pedra da Mina. O planalto ocidental ocupa quase metade do estado e tem alturas que caem de 700 para 300 metros, no sentido leste–oeste.

O clima de São Paulo é subtropical influenciado pela altitude. Na capital e na região metropolitana, o clima sofre também as marcas da poluição.

Os principais rios paulistas são: Tietê, Piracicaba, Paraná, Paranapanema, Grande, Turvo, Pardo, Mogi-Guaçu, Jacaré-Pepira, Jacaré-Guaçu e do Peixe.

O vale do Ribeira (formado pelo rio Ribeira de Iguape), que abrange o sul do estado de São Paulo e o leste do Paraná, foi declarado Patrimônio Natural da Humanidade em 1999, por conter uma das maiores biodiversidades do globo terrestre e uma das maiores concentrações de cavernas do mundo.

Flora e fauna

Perto do mar, o ecossistema predominante em São Paulo é a mata Atlântica. Ela foi devastada ao longo dos anos, restando poucas áreas de vegetação nativa. Entre suas árvores estão o jequitibá-rosa, o manacá-da-serra e a quaresmeira; a orquídea é uma flor típica dessa mata. Na região litorânea há também restingas, manguezais e dunas.

Do que resta de mata Atlântica no Brasil, 61 por cento estão concentrados no vale do Ribeira — região da bacia hidrográfica do rio Ribeira de Iguape.

Nas florestas nativas e nas áreas úmidas da costa é possível encontrar vida selvagem. Entre os principais animais do estado destacam-se onças, suçuaranas, antas, capivaras, macacos-prego, saguis, papagaios, araras e jacarés.

Na área central, no interior do estado, predomina a vegetação típica do Cerrado.

A serra da Mantiqueira, fazendo divisa com Minas Gerais, apresenta vegetação da mata Atlântica e de coníferas (pinheiros) como a araucária ou pinheiro-do-paraná. Nas cidades da serra, como Campos do Jordão, Santo Antônio do Pinhal, São Bento do Sapucaí e Joanópolis, também ocorrem araucárias. No município de Campos do Jordão (mais alta cidade de serra do Brasil) fica o ponto culminante do estado, no pico do Itapeva, a 2.035 metros de altitude.

População

A população paulista foi formada originariamente por índios (tupis-guaranis no litoral e tapuias no interior), portugueses e negros. No final do século XIX, contudo, o estado recebeu grandes contingentes de imigrantes, com destaque para italianos, espanhóis, árabes e japoneses, o que foi contribuindo para uma grande miscigenação.

Além de acolher grandes fluxos de migrantes de outros estados brasileiros, atualmente, São Paulo abriga colônias de mais de setenta nacionalidades. Essa mistura de raças, culturas e etnias marcou profundamente a vida cultural, social e econômica do estado.

Economia

São Paulo é responsável por mais de 31 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil. Com o maior parque industrial do país, o estado destaca-se na fabricação de equipamentos eletrônicos, automóveis, bens de consumo, produtos alimentícios e serviços editoriais, entre outros. Tem siderurgias, refinarias de petróleo e indústria petroquímica (em Cubatão) e indústria aeronáutica de ponta (em São José dos Campos).

A agricultura é altamente mecanizada; o estado possui importantes centros de pesquisa em agronegócio. Entre os produtos cultivados estão café, cana-de-açúcar, algodão, milho, feijão, batata, banana e laranja. Na pecuária, destacam-se as criações de porcos, ovelhas, cavalos e cabras.

O estado é cortado por uma extensa rede de rodovias, que escoam grande parte da produção para o porto de Santos, um dos maiores da América. Outros portos menores ao longo do litoral dão suporte a essa operação.

História

Em 1502, Américo Vespúcio, no comando de uma expedição à costa brasileira, avistou o litoral paulista. Em 1532, Martim Afonso de Sousa fundou ali a vila de São Vicente, a mais antiga do Brasil. (Uma versão não comprovada historicamente atribui a primazia a Cananeia, que teria sido fundada em 1502 por um dos integrantes da expedição de Vespúcio, deixado em terra como degredado e que ficou conhecido como Bacharel de Cananeia. De qualquer modo, Cananeia é uma das cidades mais antigas do Brasil. Em seguida, foram fundadas outras localidades entre São Vicente e Cananeia, como Santos e Iguape.

Em 1553, João Ramalho, aventureiro português que naufragou na costa paulista em 1513, fundou a vila de Santo André da Borda do Campo, a meio caminho entre o litoral e a aldeia indígena de Piratininga. Os ataques dos índios aos portugueses eram constantes na região, e João Ramalho, casado com a filha de um cacique, atuava como negociador dos conflitos. Mesmo tendo gerado filhos mamelucos (resultantes do cruzamento de branco com índio), ele ia ao interior do Brasil em busca de indígenas para vender como escravos.

No início de 1554, Manuel da Nóbrega, José de Anchieta e um grupo de padres da Companhia de Jesus subiram a serra do Mar, vindos de São Vicente. Depois de dezoito dias, chegaram à vila de Santo André da Borda do Campo. Pararam na casa de João Ramalho e no dia seguinte partiram em direção ao aldeamento de Piratininga.

Piratininga ficava no alto de uma colina entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí, uma região cercada de aldeias indígenas. No dia 25 de janeiro de 1554, dia de São Paulo, o padre Manuel de Nóbrega rezou uma missa no local em que foi construída a sede de um colégio. Ao redor dele, logo surgiram as primeiras casas de taipa (pau a pique) que deram origem ao povoado de São Paulo de Piratininga.

Outros núcleos foram se formando em direção ao vale do rio Paraíba. Nesses primeiros tempos, a região vivia da agricultura de subsistência. Mas o sonho da descoberta de jazidas de ouro e de diamantes levou à organização das primeiras bandeiras — expedições organizadas para capturar índios para o trabalho nas lavouras e para procurar pedras e metais preciosos no sertão.

Em 1681, o marquês de Cascais, donatário da capitania de São Vicente, transferiu sua capital para a vila de São Paulo de Piratininga. A capitania de São Paulo tinha então um território muito mais vasto do que o atual estado, tendo chegado a incluir as regiões onde hoje ficam Rondônia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Goiás, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Só nas primeiras décadas do século XVIII é que a capitania foi desmembrada pela coroa.

No entanto, São Paulo não tinha maior expressão: a capitania continuava a ser apenas o quartel-general de onde partiam as bandeiras, líderadas pelos bandeirantes.

A virada econômica aconteceria apenas no século XIX, com a introdução das lavouras de café. Durante o Segundo Império, a agricultura cafeeira já era o principal produto de exportação do Brasil, e a província de São Paulo, seu principal produtor. Após a abolição da escravatura, em 1888, as fazendas de café começaram a absorver uma imensa quantidade de mão de obra imigrante.

Depois de proclamada a República (1889), os grandes fazendeiros de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro passaram a controlar o Brasil. Era a chamada “política café-com-leite”, que foi interrompida em 1930, com a revolução que levou Getúlio Vargas à presidência do país. Inconformados, os paulistas tentaram recuperar seu poder, com a Revolução de 1932, que foi derrotada pelo governo federal.

Nas décadas seguintes, a indústria do estado de São Paulo cresceu rapidamente. Um grande salto de desenvolvimento ocorreu na década de 1950, com a chegada das primeiras indústrias automobilísticas. A partir de então, São Paulo se transformou no maior parque industrial brasileiro.

O estado investe também em pesquisa e desenvolvimento. Algumas das melhores universidades e dos centros de pesquisa e de estudos estão em São Paulo. Cerca de 25 por cento da produção científica brasileira é gerada no interior do estado. (O interior abrange toda a área que escapa à região metropolitana e à zona litorânea.)

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