São Vicente é a cidade mais antiga do Brasil. Foi fundada em 1532, por Martim Afonso de Sousa. Ocupa a porção ocidental da ilha de São Vicente; o restante da ilha abriga a cidade de Santos. Ambas formam uma mesma mancha urbana, inserida na Baixada Santista.

Locais de interesse

São Vicente fica no estado de São Paulo. É uma cidade balneária, próxima da capital, e atrai muitos turistas. Mas pouco restou como testemunho de seus primeiros tempos. Ao contrário do que ocorre em Parati ou em Olinda, não há na primeira cidade do Brasil um centro histórico que tenha preservado a arquitetura colonial.

Um dos únicos vestígios do passado histórico é o Porto das Naus. Foi o primeiro trapiche alfandegário do Brasil e data do ano da fundação da cidade. Em 1580, no entanto, já estava em ruínas e serviu de alicerce para a construção de um engenho. O que está preservado hoje data de 1615.

História

Em 1501, o navegador Américo Vespúcio, a mando do rei de Portugal, chefiou uma expedição exploradora às terras brasileiras e chegou à ilha. Como era o dia de São Vicente, foi esse o nome que escolheu para ela. Só 31 anos mais tarde é que Martim Afonso de Sousa chegou ao local, para cuidar do lugar que mais tarde lhe foi concedido como capitania pelo rei de Portugal.

As primeiras medidas que tomou foram as recomendadas pelo rei de Portugal, já preocupado com a preservação da posse do território: organizou um sistema administrativo, instalando a Câmara, o pelourinho, a cadeia e a igreja, e batizou oficialmente o local como Vila de São Vicente. O título “vila” identificava, para os portugueses, um núcleo organizado administrativamente. As primeiras eleições de representantes populares para a Câmara foram logo realizadas, o que era um fato inédito no continente americano.

Martim Afonso providenciou a demarcação das terras e distribuiu lotes para os colonos, sem direito de posse. O objetivo era que ali se instalassem e dessem início ao cultivo agrícola. Trigo, uvas para a fabricação de vinho e cana-de-açúcar foram os primeiros cultivos. A produção dos indígenas da região incluía ainda a mandioca, o milho, o arroz e o algodão. Os índios produziam também a farinha de mandioca.

Outros engenhos surgiram e em pouco tempo a produção agrícola ultrapassava as necessidades da população local, passando a ser comercializada para fora de São Vicente. A vila foi prosperando de forma organizada.

Piratas, índios e jesuítas

São Vicente ficou conhecida como importante ponto de parada para abastecimento de navios e também para a comercialização de índios escravizados. Era conhecida pelo nome indígena de Guaiaó, que significa “local de fornecimento de provisões”. Isso provocou a cobiça de muita gente. O primeiro ataque à cidade foi feito por um contingente de espanhóis que estavam instalados na região de Iguape. Chefiados por Rui Mosquera, eles invadiram São Vicente e saquearam os armazéns.

Em 1542, São Vicente enfrentou um desastre natural. O mar avançou e destruiu praticamente tudo: os prédios da Câmara, da igreja, do conselho e da cadeia, o pelourinho, os estaleiros e muitas casas. A vila teve que ser reconstruída.

Em 1549, a Companhia de Jesus chegou ao Brasil. Os jesuítas implantaram sua primeira escola em Salvador e, no mesmo ano, a segunda foi implantada em São Vicente: era uma escola-seminário para brancos e índios.

Em 1560, foi a vez de os índios tamoios investirem contra a vila, invadindo fazendas e destruindo instalações, equipamentos e ferramentas.

Em 1591, um pirata inglês, Thomas Cavendish, depois de atacar Santos, decidiu atacar e incendiar São Vicente. Causou muitos prejuízos, mas acabou sendo repelido pela população local.

Em 1615, outro pirata, desta vez holandês — Joris Van Spilbergen — invadiu e saqueou a vila, mas acabou também sendo expulso pela população.

Com o crescimento maior da cidade vizinha de Santos, com seu porto já movimentado, São Vicente acabou ficando em segundo plano na região.

Saneamento

Em São Vicente há uma antiga ponte pênsil que une a ilha ao continente, para onde o município se estende. Ela foi construída como parte do conjunto de obras do engenheiro Saturnino Brito para o saneamento básico da Baixada Santista, da mesma forma que os canais construídos em Santos. A ponte foi comprada na Alemanha, e veio desmontada. Uma equipe de engenheiros chegou com ela para montá-la no local.

A função da ponte era sustentar os encanamentos que levariam o esgoto de Santos e de São Vicente para as terras continentais e de lá para o desaguadouro num ponto mais avançado do oceano Atlântico. Mas acabou se transformando também em importante via para travessia de pedestres e de veículos entre a ilha e a parte continental de São Vicente, que se une aos municípios de Praia Grande e de Cubatão.

São Vicente tem 332.424 habitantes (censo de 2010).

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