Durante muitos séculos, a partir do ano 800 d.C., o Sacro Império Romano-Germânico dominou grande parte da Europa. As terras do império incluíam originalmente o que hoje é a Alemanha, a Áustria, a República Tcheca, a Suíça, a Holanda, a Bélgica, Luxemburgo, a parte oriental da França e partes do norte e do centro da Itália.

O Sacro Império Romano-Germânico durou mais de mil anos, estendendo-se até 1806.

Início

No ano de 476 d.C., a parte ocidental do Império Romano deixou de existir. Surgiram em seu lugar muitos reinos tribais.

A parte oriental do Império Romano se transformou no Império Bizantino. Constituiu-se a partir da cidade de Constantinopla, que hoje fica na Turquia e tem o nome de Istambul.

Um governante da tribo dos francos chamado Carlos Magno conquistou as terras vizinhas às ocupadas por sua tribo e tornou-se muito poderoso. No ano 800 o papa Leão III, chefe da Igreja Católica Apostólica Romana, coroou Carlos Magno imperador, recriando o Império Romano.

O papa queria um novo império forte, com fortes vínculos com a igreja. Porém, logo depois da morte de Carlos Magno o império se desintegrou. A parte ocidental ficou conhecida como França, pois era o território dos francos. A parte oriental tornou-se a Alemanha e continuou o império.

O título de imperador não passava automaticamente de pai para filho. Ele era conferido pelo papa. Chefes germânicos locais elegiam um rei. Se o papa concordasse com a escolha, coroava-o imperador.

Imperadores saxônicos

Em meados do século X, um povo germânico, os saxões, dominava o império. O imperador saxão Oto III, que reinou entre 983 e 1002, estabeleceu a capital do império em Roma. Depois, por um longo tempo, papas e imperadores brigaram por causa do direito de escolher os dirigentes religiosos.

Imperadores Hohenstaufens

Os imperadores da família Hohenstaufen chegaram ao poder em 1138. Frederico I Barba-Ruiva, um imperador Hohenstaufen, acrescentou ao nome do império a palavra “Sacro” (que quer dizer “sagrado”). Isso porque ele queria que o respeitassem tanto quanto ao papa. Frederico morreu em 1190 e não muito tempo depois o império perdeu parte da importância que tinha.

Imperadores Habsburgos

Em 1273, a família Habsburgo assumiu o controle da Alemanha. Seu poder logo se centralizou na Áustria. Os reis Habsburgos frequentemente se conferiam o título de imperador sem ter sido coroados pelo papa. Os Habsburgos dominaram o Sacro Império Romano-Germânico quase ininterruptamente a partir de 1452.

Fim do império

No século XVI, alguns seguidores do catolicismo romperam com a Igreja e formaram igrejas protestantes. Isso enfraqueceu o império. Os governantes germânicos que se tornaram protestantes opuseram-se aos imperadores católicos.

Depois de 1650, o império era apenas um agrupamento frouxo de estados germânicos, mas ainda durou mais de 150 anos. Só em 1806 o imperador Francisco II, finalmente, extinguiu o Sacro Império Romano-Germânico. Ele se manteve no poder apenas como imperador da Áustria.

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