Samoa Americana é um território dos Estados Unidos formado por um grupo de ilhas do oceano Pacífico, na Oceania. Seu vizinho mais próximo é o país chamado Samoa, no mesmo grande arquipélago. A capital de Samoa Americana é Pago Pago, na ilha de Tutuila. A área total do território é de 200 km2 e sua população é de 54.500 habitantes (estimativa de 2014).

Geografia

As ilhas de Samoa Americana localizam-se cerca de 2.600 quilômetros a nordeste da Nova Zelândia e 3.500 quilômetros a sudoeste do estado americano do Havaí. São sete ilhas: Tutuila, Tau, Olosega, Ofu, Aunuu, ilha dos Cisnes e ilha da Rosa, que não é habitada.

Duas das ilhas, a dos Cisnes e a da Rosa, são atóis de coral, formados à medida que vulcões afundaram no mar, no decorrer de milhares de anos. Cadeias de coral se desenvolveram em torno dos vulcões enquanto eles afundavam, e no final restaram apenas os corais e uma pequena área de terra. As outras ilhas do grupo foram formadas por atividade vulcânica e são muito montanhosas. O território fica numa parte do mundo conhecida como Anel de Fogo do Pacífico, cheia de vulcões e muito sujeita a terremotos.

No dia 29 de setembro de 2009, as ilhas de Samoa Americana foram sacudidas por um forte terremoto no fundo do mar. Por causa dele, uma grande onda chamada tsunami atingiu as ilhas e causou danos terríveis. Pago Pago foi inundada e diversas aldeias foram destruídas.

Flora e fauna

As ilhas de Samoa Americana são tropicais. Florestas tropicais com samambaias gigantes e árvores cobrem as montanhas. Entre os animais selvagens destacam-se as raposas-voadoras (um tipo de morcego), lagartos, ratos, cobras e porcos. As ilhas também têm muitos insetos voadores e rastejadores.

A ilha da Rosa faz parte do Refúgio Nacional de Animais Selvagens do Atol da Rosa, criado para proteger as aves marinhas, tartarugas e outros animais que fazem seus ninhos na ilha. Além disso, o refúgio protege o recife de coral que cerca a ilha.

População

As ilhas fazem parte da área da Oceania conhecida como Polinésia. A maioria da população é composta de nativos polinésios, embora haja europeus, asiáticos e imigrantes vindos de Tonga. O cristianismo é a principal religião. As línguas oficiais são o samoano e o inglês.

Os samoanos vivem em grandes grupos familiares liderados por chefes. Muitas das famílias moram em aldeias ao longo das costas e compartilham a terra. Pago Pago é onde fica o governo do país e também seu principal porto.

Economia

A economia de Samoa Americana depende sobretudo da indústria e dos serviços. Fábricas processam o atum, colocando-o em latas e também produzindo alimentos com o peixe para animais de estimação. O governo e o setor de serviços ligados ao turismo empregam grande parte da população. A agricultura é difícil porque a terra é muito montanhosa. As pessoas costumam plantar batata-doce, coco, banana e inhame para consumo próprio.

História

As ilhas de Samoa Americana foram povoadas pelos polinésios (provavelmente vindos de Tonga) cerca de 3 mil anos atrás. Muitos estudiosos acham que a população espalhou-se posteriormente para várias ilhas do leste da Polinésia.

No século XVIII, exploradores e comerciantes europeus foram chegando à região. Mais tarde foi a vez dos missionários, que começaram a disseminar o cristianismo nas ilhas.

Em 1878, os Estados Unidos criaram uma base naval na enseada de Pago Pago. No final do século XIX, a Alemanha e os Estados Unidos concordaram em dividir as ilhas entre si. Os alemães ficaram com o controle das ilhas ocidentais, e os americanos, com o das orientais. Os chefes locais entregaram oficialmente a administração da terra aos estrangeiros no início do século XX.

No começo os Estados Unidos indicavam um governador para administrar as ilhas, porém os samoanos desejavam ter mais voz nas decisões. Em 1977, um samoano tornou-se o primeiro governador eleito. Desde então, todos os membros da legislatura do território têm sido eleitos pela população. Os habitantes de Samoa Americana não podem votar para presidente dos Estados Unidos, mas mandam à câmara dos deputados dos Estados Unidos um delegado. Esse delegado, porém, também não tem direito a voto; ele atua apenas como observador durante as reuniões.

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