O estado de Santa Catarina (sigla: SC) é uma das 27 unidades federativas brasileiras e está situado na região Sul. Tem 293 municípios. Sua capital é Florianópolis, cidade que tem uma parte localizada no continente e outra na ilha de Santa Catarina. Tem 6.249.682 habitantes (censo de 2010) e ocupa uma área de 95.318 km2.

Geografia

Santa Catarina faz limite com os estados do Paraná (ao norte) e do Rio Grande do Sul (ao sul), tem fronteira com a Argentina (a oeste) e é limitado pelo oceano Atlântico (a leste). O litoral catarinense é formado por costões e baixadas (na parte centro-norte) e por uma planície sedimentar (ao centro-sul). Essa porção centro-sul sofre a ação de ventos, causando a aparição de dunas e de lagos.

O clima é subtropical (ou mesotérmico), com verões e invernos bem definidos. As médias das temperaturas variam entre a mínima de 15°C e a máxima de 25°C.

Flora e fauna

A vegetação mais comum é a mata de araucárias (abrange mais da metade do território catarinense, ocupando toda a porção norte do estado e parte do centro). Mas há também manguezais (no litoral), uma parte tropical da mata Atlântica, mata subtropical e campos.

Essa variedade de vegetação de Santa Catarina permite a existência de mais de 170 espécies de aves só na ilha de Santa Catarina, entre elas albatrozes e pinguins. Os mamíferos marinhos que frequentam a costa também são numerosos, destacando-se as baleias-francas e os golfinhos. Em terra, habitam centenas de espécies, entre as quais o macaco-prego, o quati e o puma ou suçuarana.

População

A população de Santa Catarina tem forte influência das colônias alemã, italiana e açoriana.

Os açorianos (vindos das ilhas dos Açores, em Portugal) chegaram a partir de 1748, em consequência do incentivo dado pela coroa portuguesa para intensificar o povoamento da capitania de Santa Catarina. Em menos de cinco anos, a população dobrou. Os costumes e tradições desse povo fazem parte da vida dos habitantes de Florianópolis, seja na arquitetura, seja nas festas religiosas e na gastronomia. A imigração dos primeiros italianos ocorreu a partir de 1874; eles se fixaram no vale do rio Tubarão, fundando a cidade de Nova Veneza. Os colonos alemães se estabeleceram na região do vale do rio Itajaí-Açu, onde nasceram cidades industriais muito importantes, com construções típicas alemãs, como Blumenau, Pomerode e Brusque. Mais perto do litoral, fundaram a cidade de Joinville, a mais populosa do estado.

Segundo os indicadores sociais do IBGE de 2009, o povo catarinense apresenta uma expectativa de vida estimada em 75,8 anos (no Brasil a média 73,1 anos). Esse número reflete, de modo geral, as boas condições de vida no estado.

Mais da metade dos habitantes de Santa Catarina é de adultos (entre 20 e 59 anos). Isso significa que há muitas pessoas aptas a trabalhar e produzir, gerando efeitos positivos sobre a economia.

Economia

Santa Catarina é o segundo produtor de fumo do Brasil, o terceiro de trigo e o quarto de milho. Destaca-se ainda pelas maçãs, cultivadas em grande quantidade nas áreas das cidades de Lages, São Joaquim e Urubici.

A agroindústria é bastante forte na produção e no processamento de grãos, tanto para consumo humano quanto para a produção de rações para animais.

Grandes frigoríficos processam principalmente aves e suínos para consumo interno e para exportações, principalmente nas cidades de Concórdia, Seara e Chapecó.

As cidades de Joinville, Jaraguá do Sul e Guaramirim contam com indústrias do pólo eletrometal-mecânico.

Em Blumenau, Brusque e Gaspar há o pólo do setor têxtil. A produção de tecidos impulsiona a economia e tem projeção internacional.

O turismo é uma indústria forte no estado, atraindo não apenas brasileiros mas principalmente argentinos, uruguaios e chilenos, além de turistas europeus e norte-americanos.

História

A história do descobrimento do território catarinense está ligada aos navegadores europeus que, no começo do século XVI, se aventuravam nas águas brasileiras à procura de riquezas.

Muitos desses navegadores, entre eles piratas, faziam suas viagens secretamente, para burlar os portugueses e espanhóis, que tinham dividido entre si a América do Sul, pelo Tratado de Tordesilhas. Segundo o tratado, quase todo o território do que hoje é o estado de Santa Catarina seria possessão espanhola.

Um desses piratas foi o capitão Binot Paulmier de Gonneville, um francês da Normandia que mudou o rumo da sua embarcação e aportou no Brasil (na baía de Babitonga, hoje conhecida como São Francisco do Sul) em 1504.

Os primeiros espanhóis a desembarcar no porto dos Patos (nome que era dado à baía da ilha de Santa Catarina), em 1514, pertenciam à esquadra de João Dias de Solis, devorado por índios antropófagos às margens do rio da Prata. Eles voltavam para a Espanha quando o barco naufragou próximo à baía catarinense. Naufrágios eram muito comuns na região.

O povoamento ordenado pela coroa portuguesa só ocorreu a partir de 1650, com a ocupação de uma área do rio de São Francisco pelo português Manuel Lourenço de Andrade, posteriormente chamada de Nossa Senhora da Graça do Rio de São Francisco.

Algum tempo depois, Francisco Dias Velho promoveu a ocupação da ilha de Santa Catarina, batizando a cidade ali fundada com o nome de Nossa Senhora do Desterro.

Em 1894, Desterro, que com a proclamação da República se tornara a capital do estado, vivia um clima de lutas, pois sofria os reflexos da revolução federalista iniciada no Rio Grande do Sul. Nesse ano, a cidade passou a se chamar Florianópolis, em homenagem ao então presidente da república Floriano Peixoto.

Entre 1912 e 1916, aconteceu o principal conflito da história catarinense, na fronteira do estado com o Paraná. A Guerra do Contestado, como ficou conhecido esse conflito, ocorreu entre camponeses e os governos estadual e federal por causa da construção de uma estrada de ferro na região Sul.

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