Santos é uma das cidades mais antigas do Brasil. Está localizada na ilha de São Vicente, no litoral do estado de São Paulo, a 72 quilômetros da capital, na microrregião da Baixada Santista. Também tem uma área continental. É o principal porto do país.

Locais de interesse

Santos se destaca pelos jardins de praia, que são arborizados, floridos e bem cuidados. Com 7 quilômetros de comprimento, constituem a maior área ajardinada à beira-mar do mundo.

O centro histórico da cidade tem quarteirões muito bem preservados, que têm servido de cenário para novelas de época. Ali fica o antigo prédio da Bolsa Oficial do Café, que abriga hoje o Museu do Café e tem murais do famoso pintor Benedito Calixto na sala de pregões. As ruas do Centro Histórico podem ser percorridas em bondes recuperados para esse curto circuito turístico.

Na Ponta da Praia, bairro próximo ao estuário, fica o Aquário Municipal, o mais antigo do Brasil. No bairro do José Menino está o Orquidário, um parque zoobotânico.

Uma das grandes atrações da cidade é a sede do Santos Futebol Clube (clube dos craques Pelé e Neymar), o estádio Urbano Caldeira, na Vila Belmiro, com sua sala de troféus.

Ligando o centro da cidade ao alto do monte Serrat há um sistema funicular, construído em 1923, que hoje opera como atração turística, com dois bondinhos. No alto do morro há um prédio, no qual funcionava um grande cassino, e a capela de Nossa Senhora do Monte Serrat, padroeira de Santos.

Economia

O apogeu da economia em Santos foi a época áurea do café: esse produto era exportado principalmente pelo porto de Santos. Na década de 1950, com o fortalecimento da indústria pesada no Brasil, as atividades portuárias voltaram-se de forma prioritária para esse segmento. A partir da década de 1970, com o desenvolvimento de outros centros portuários no Brasil, as atividades relacionadas ao porto foram enfraquecendo e, com elas, a economia da cidade.

Comércio e serviços, principalmente os ligados ao turismo, são hoje os setores que geram mais empregos na cidade. O distrito industrial do bairro de Alemoa tem 320 empresas, que são indústrias leves, em tese não poluentes.

A construção civil na região apresenta desafios. Formado basicamente por camadas de areia e de argila marinha, o solo de Santos exige fundações especiais para edificar um prédio. Como os construtores não tomaram os cuidados necessários, muitos edifícios construídos na orla da praia foram afundando, se inclinando. Esse panorama, de prédios inclinados, quase como se fossem desabar uns sobre os outros, acabou virando atração para quem passeia à beira-mar.

História

A fundação de Santos, pelo português Brás Cubas, é oficialmente datada de 26 de janeiro de 1546. No entanto, essa data é discutida. Na rocha remanescente da pequena igreja do outeiro de Santa Catarina, no centro da cidade, há uma placa que declara ter sido nesse local o nascimento da povoação, em 1543. O ano de 1546 marca a elevação do povoado à condição de vila, com o nome de Todos os Santos. E 26 de janeiro de 1839 marca sua elevação a cidade, já com o nome simplificado para Santos.

Bartolomeu de Gusmão (em 1685) e seu irmão, Alexandre de Gusmão (em 1695) nasceram em Santos. Bartolomeu foi um padre cientista, que inventou o primeiro aeróstato ou balão operacional. Conseguiu demonstrar seu invento em Portugal em 1709. Diplomata durante o reinado de dom João VI, Alexandre foi importante nas negociações do Tratado de Madri, que definiu os limites entre as terras pertencentes à Espanha e a Portugal na América do Sul.

Os irmãos Andrada e Silva — José Bonifácio (o Patricarca da Independência), Antonio Carlos e Martim Francisco — tiveram influência decisiva para que a população da cidade participasse no processo da Independência do Brasil, na abolição da escravatura e na proclamação da República. A cidade se antecipou à Lei Áurea: três meses antes de sua assinatura já não havia mais escravos em Santos, e escravos fugidos das fazendas de café encontraram abrigo em quilombos formados na parte continental da cidade.

O porto de Santos ficou conhecido, na segunda metade do século XIX, como “porto da morte”, devido à falta de condições sanitárias da cidade e às inúmeras epidemias que se alastravam. A peste bubônica dizimou grande parte da população em 1899 e se alastrou para outros municípios. Osvaldo Cruz foi enviado à cidade em 1900 a fim de coordenar as ações para debelar o surto.

O urbanismo de Santos teve como base a drenagem de águas para dar à cidade melhores condições de habitabilidade. Assim surgiram os canais, projetados por Saturnino Braga (de início seis, hoje são doze de superfície), para drenagem dos terrenos. Há também canais subterrâneos. Foi a partir dos canais de superfície, margeados por grandes avenidas arborizadas, que a cidade se desenvolveu de forma ordenada.

População

Portugueses, espanhóis, indígenas e negros foram a base da população local. Com a abertura do país à imigração de estrangeiros, a partir de 1822, chegaram muitas levas de imigrantes portugueses, espanhóis, sírios, libaneses e italianos, que se integraram às atividades do porto e do comércio.

Santos é considerada hoje uma cidade ideal para a terceira idade. Por ser calma, plana e com belos jardins urbanizados na praia, concentra grande parcela de maiores de 60 anos. A cidade tem 419.400 habitantes (censo de 2010), mas nas temporadas de férias e nos feriados prolongados recebe uma população flutuante calculada em 1,5 milhão de pessoas. Muitos apartamentos da cidade ficam fechados a maior parte do ano, pois são usados só nessas temporadas.

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