A Sicília é a maior e a mais densamente habitada ilha do mar Mediterrâneo. Junto com Panteleria e os grupos de ilhas Egadi, Lipari e Pelagie, forma uma região autônoma da Itália. Sua capital é Palermo. Tem 5.016.861 habitantes (estimativa de 2007) e sua área é de 25.460 km2.

Geografia

Esta ilha mediterrânea é separada do continente pelo estreito de Messina (com 3 quilômetros de largura no norte e 16 quilômetros no sul). Fica 160 quilômetros a nordeste da Tunísia (no norte da África).

Grande parte da ilha é montanhosa, com atividade sísmica (de terremotos) e vulcânica muito intensa. É lá que está o vulcão mais ativo da Europa, o Etna, com 3.320 metros de altura. O único vale amplo da ilha é a fértil planície da Catânia, no leste.

O clima é subtropical. A água subterrânea e as nascentes são abundantes. A vegetação foi muito reduzida pela atividade humana; as florestas ocupam apenas 4 por cento do território. As principais cidades são: Palermo, Messina, Siracusa e Catânia. Próximo ao Etna, destaca-se Taormina, cidadezinha incrustada no alto do morro, de frente para o mar, que mantém um anfiteatro grego em que são exibidos espetáculos durante o verão.

Economia

A economia da Sicília é relativamente pouco desenvolvida, mas a indústria pesada, baseada nos setores de refino de petróleo e produtos químicos, expandiu-se bastante nas últimas décadas do século XX. Há uma significativa produção de gás natural, e a de enxofre, que já foi forte, está diminuindo. Entre as outras indústrias destacam-se as de construção naval, processamento de alimentos, extração de sal, produção de vinho e tecidos.

A região é essencialmente agrícola. Produz trigo, cevada, milho, azeitonas, frutas cítricas, amêndoas, uvas e um pouco de algodão. Há criação de bois, mulas, burros e carneiros.

População

Os sicilianos são um povo de origens diversificadas, em razão do contato com uma grande variedade de grupos étnicos e tipos físicos. Conservam muitas características rurais, graças ao isolamento e à distância em relação à Itália continental.

Um traço característico do isolamento da vida siciliana é a persistência da máfia, organização criminosa criada na Idade Média. A máfia possui uma rede social, econômica e política que mantém seus poderes por meio da violência.

As fortes tradições culturais da Sicília estão presentes no desenvolvimento da poesia lírica italiana, assim como nas obras de escritores como Giovanni Verga, Luigi Pirandello, Tomasi di Lampedusa e Leonardo Sciascia.

Vários exemplos de arte folclórica — como bordados, pinturas e teatro de fantoches — e de festas religiosas populares também marcam a contribuição da Sicília para a cultura italiana.

História

Dez mil anos atrás, ou seja, por volta de 8.000 a.C., a Sicília começou a ser habitada. Sua localização estratégica, no centro do Mediterrâneo, contribuiu para isso. Guerreiros e comerciantes de diversos povos e grupos étnicos buscavam seu litoral.

Com a chegada dos gregos, três povos ocuparam a Sicília: no leste os sículos, que se supõem terem vindo da Itália e aos quais a ilha deve seu nome; a oeste do rio Gelas, os sicanos; e, no extremo oeste, os elimeus, um povo para o qual já se apontou uma origem troiana. Os sículos falavam uma língua indo-europeia; não há registros da língua dos outros povos. Na ilha havia também colônias fenícias. Entre os séculos VIII e VI a.C., os gregos fundaram algumas cidades. A região montanhosa do centro continuou nas mãos dos sículos e dos sicanos, cuja cultura foi se tornando cada vez mais helenizada (ou grega).

No século III a.C., a ilha tornou-se a primeira província romana. O general bizantino Belisário ocupou a Sicília no ano 535 a.C. e depois de um curto período ela passou a fazer parte do Império Bizantino.

No ano 965, a ilha foi conquistada pelos árabes do norte da África e, em 1060, pelos normandos. Nos séculos XII e XIII fez parte do Reino das Duas Sicílias, e no século XVIII foi governada pela dinastia francesa dos Bourbons.

Durante o século XIX, foi importante centro de movimentos revolucionários. Em 1860, graças à revolta de Giuseppe Garibaldi, tornou-se independente dos Bourbons e no ano seguinte foi incorporada ao reino da Itália unificada. Em 1947, a Sicília adquiriu autonomia regional.

Na Sicília podem ser vistos exemplos da arquitetura e da arte de várias fontes: grega, fenícia, bizantina, árabe e francesa. Como a Sicília não sofreu bombardeio durante as duas guerras mundiais, alguns templos gregos, como o de Segesta e o de Selinunte, encontram-se intactos.

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