Conhecido como “o Libertador”, Simón Bolívar liderou diversas rebeliões contra o domínio espanhol na América do Sul. Ele contribuiu decisivamente para a independência de todos estes países: Venezuela, Colômbia, Equador, Panamá, Peru e Bolívia.

Bolívar nasceu em 24 de julho de 1783, em Caracas, no vice-reino de Nova Granada (atualmente capital da Venezuela) de uma família nobre espanhola. Após estudar em Madri, na Espanha, visitó Paris (na França). Em todos esses lugares, o jovem Bolívar absorveu o espírito revolucionário então difundido na Europa. Antes de voltar à Venezuela, passou uns meses nos Estados Unidos. Quando regressou à América do Sul em 1810, uniu-se ao movimento independentista venezuelano e começou a lutar contra a dominação espanhola. A Venezuela foi o primeiro país na região a declarar sua independência, em 1811.

Entre 1810 e 1814, Bolívar participou de dois levantes venezuelanos fracassados. Ele fugiu então para a Jamaica e, depois, para o Haiti. Em seu exílio na Jamaica, Bolívar escreveu um dos documentos mais importantes sobre o movimento independentista na América hispânica: La carta de Jamaica (A carta de Jamaica, em português). Nela, Bolívar delineou uma visão grandiosa para as nações desde Chile e Argentina até o México. Na carta, ele propôs a formação de repúblicas constitucionais em toda a América hispânica, e para o vice-reino de Nova Granada ele imaginou um governo inspirado no da Grã-Bretanha.

Em 1819, Simón Bolívar organizou um ataque ousado contra os espanhóis em Nova Granada, território onde hoje estão a Venezuela, a Colômbia, o Equador e o Panamá. Em agosto de 1819, na batalha de Boyacá, as tropas do Libertador venceram o exército espanhol, muito mais numeroso. Bolívar então declarou a independência de Nova Granada, chamando-a de Grã-Colômbia, da qual se tornou presidente e ditador militar. Em 1822, toda a Grã-Colômbia já se libertara da Espanha. Foi um momento decisivo na história do norte da América do Sul.

Em seguida, Bolívar foi para o Peru, para continuar a campanha iniciada pelo general argentino José de San Martín. O exército de Bolívar derrotou os espanhóis em 1824. No ano seguinte, um dos oficiais de Bolívar libertou a região do Alto Peru — ao sul do Peru, a última ainda sob domínio espanhol. Em homenagem ao Libertador, o novo país foi chamado Bolívia.

Bolívar queria que todos os novos países permanecessem juntos e aliados, mas o espírito de desunião e da oposição era forte e as lutas internas começaram. A Venezuela deixou a Grã-Colômbia em 1829 e o Equador, em 1830. Triste e com a saúde frágil, Bolívar morreu de tuberculose na propriedade de um amigo em Santa Marta, na Colômbia, em 17 dezembro de 1830, sete meses depois de ele ter renunciado a seus cargos. Apesar de ter ocupado cargos com atributos ditatoriais, muitos consideram que Bolívar era um patriota sincero, dedicado à causa da liberdade e da igualdade. Idealista, Bolívar libertou seus escravos anos antes da abolição da escravidão na Venezuela. Ele também foi um dos pioneiros em incitar a formação de uma união das repúblicas americanas.

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