O Sudão é um país grande na África. Durante muitos anos, esteve dividido nas regiões do norte e do sul. Diferentes grupos de pessoas viviam nas duas regiões. Enfrentamentos entre os dois grupos levaram o país a uma longa guerra civil. Em 2005, os combates terminaram. O acordo de paz levou a uma divisão oficial entre as duas partes do Sudão em 2011. O novo país do Sudão do Sul foi criado em julho do mesmo ano. A capital do Sudão é Cartum. O Sudão tem 35.482.000 habitantes (estimativa de 2014) e sua área é de 1.844.797 km2.

Geografia

O Sudão cobre uma grande área no nordeste da África e faz fronteira com a Eritreia, a Etiópia, o Sudão do Sul, a República Centro-Africana, o Chade, a Líbia e o Egito. No leste do país fica a costa do mar Vermelho.

O norte sudanês é situado no deserto do Saara. O país tem dunas no oeste, juntamente com algumas montanhas. No sul há estepes e mais montanhas. O rio Nilo atravessa o meio do país no sentido sul-norte, e seus principais braços, o Nilo Branco e o Nilo Azul, confluem na cidade de Cartum.

O país é quente. Quase não chove no norte, ao passo que o sul tem uma longa estação chuvosa.

Flora e fauna

O deserto do norte tem poucas plantas. Mais ao sul há savanas de baixa precipitação. Nelas há gramíneas, árvores de espinhos e baobás.

Mais concentrada no sul, a fauna sudanesa consiste em leões, leopardos, guepardos, crocodilos, elefantes, antílopes, girafas, zebras, chimpanzés e rinocerontes. O Sudão tem várias áreas naturais protegidas, incluindo o Dinder National Park, no sudeste.

População

O nome Sudão deriva de uma expressão árabe que significa “terra de negros”. No entanto, cerca de metade da população do país é árabe muçulmana e vive sobretudo nas regiões norte e central. A maioria dos negros sudaneses vive no sul e segue o cristianismo ou religiões africanas tradicionais. O árabe e o inglês são idiomas comuns, mas se falam muitas outras línguas no Sudão. A maioria da população vive na área rural.

Economia

A agricultura emprega a maioria dos sudaneses. A terra entre os dois braços do Nilo é a principal região agrícola do país, com cultivos como sorgo, painço, cana-de-açúcar, amendoim, sementes de gergelim, algodão e outros. Há criação de ovelhas, cabras, gado e camelos.

Desde 1999 o Sudão vende petróleo para outros países. Suas fábricas produzem açúcar, cimento, óleo vegetal, calçados e outros artigos. Serviços como comunicações e transporte também são importantes para a economia.

História

Antigamente, o norte do Sudão era conhecido como Núbia; a região foi dominada algumas vezes pelo antigo Egito. Do segundo milênio a.C. até 300 d.C. a Núbia era conhecida como reino de Kush (ou Cuch).

Com o declínio dos cuchitas, três reinos ganharam força no Sudão. Eles se converteram ao cristianismo em 500 d.C. e perderam o poder entre os séculos XIII e XV, quando árabes do Egito se instalaram no norte do país.

O Egito conquistou o Sudão em 1874 e chamou governantes britânicos para administrar o território. Os muçulmanos sudaneses se revoltaram contra os britânicos e assumiram o controle da região em 1885. Os britânicos retomaram o domínio em 1898. A partir daí, a Grã-Bretanha e o Egito governaram o Sudão (que passou a se chamar Sudão Anglo-Egípcio) até 1956, quando o país se tornou independente.

Governos militares, liderados por muçulmanos do norte, logo assumiram o poder, sendo combatidos pelos não muçulmanos do sul. A guerra civil levou à fome generalizada e forçou milhões de pessoas a deixar o país. Os dois lados assinaram um tratado de paz em 2005, o que levou à separação do norte e do sul e à formação de dois países em 2011. O tratado de paz de 2005 estipulava que as duas regiões compartilhassem o poder e também que o povo no sul do Sudão votasse se queria ou não criar um país separado. A votação ocorreu em 2011, e o resultado foi a favor da separação do Sudão. Em julho daquele ano, foi criado o Sudão do Sul. No entanto, parte da fronteira entre os dois países esteve em disputa por algum tempo após a separação.

No início do século XXI, outra área de conflito foi a região de Darfur, no oeste do Sudão. Grupos armados chamados milícias mataram dezenas de milhares de pessoas e forçaram muitas outras a sair do país. O governo sudanês apoiou as milícias.

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