Taiwan, ou Formosa, é uma pequena ilha na costa sudeste da China, na Ásia. Embora seja uma província chinesa, Taiwan tem uma forma mista de governo com certa autonomia e também se autointitula República da China. A sede do governo é Taipei. Com área de 36.193 km2 , Taiwan tem 23.468.000 habitantes (estimativa de 2015).

Geografia

Taiwan fica no oceano Pacífico, a cerca de 160 quilômetros da porção continental da China. As Filipinas ficam ao sul, e o Japão, a nordeste. Taiwan é separada da China continental pelo estreito de Taiwan e governa diversas ilhas localizadas nesse estreito.

A parte oriental, que corresponde a dois terços do território, é coberta por uma cadeia de montanhas. A parte ocidental é de planícies baixas, e é nessa área que mora a maioria da população, pois ali se encontram as terras mais férteis da ilha. Na parte centro-sul fica a montanha mais alta de Taiwan, Yu Shan, que se ergue quase 4 mil metros acima do nível do mar. Diversos rios pequenos correm pela ilha, dentre eles o Choshui e o Kaoping. O clima é quente e úmido. Durante o verão, são comuns as tempestades fortes, chamadas tufões.

Flora e fauna

Florestas densas cobrem grande parte de Taiwan. Ciprestes, cedros, bordos, juníperos e pinheiros crescem nas montanhas. Palmeiras, brotos de bambu e sempre-verdes tropicais se desenvolvem nas terras de baixa altitude.

A fauna abrange raposas, cervos, javalis, macacos e cabras. O urso-negro-formosino é uma espécie nativa e vive apenas nas montanhas. Dentre as muitas aves da ilha estão os martins-pescadores, os gansos e os faisões. Uma grande variedade de peixes é encontrada nas águas costeiras.

População

Quase toda a população de Taiwan é chinesa de origem han, com raízes no sudeste da China, sendo geralmente chamada de taiwanesa. A versão de chinês que essas pessoas falam é chamada de dialeto taiwanês. Um grupo menor de chineses foi para Taiwan em 1949, e seus descendentes são chamados de continentais. Eles falam mandarim, que é a língua oficial de Taiwan. É nas mãos desse grupo que esteve o poder político de Taiwan ao longo da maior parte de sua história.

Um terceiro grupo étnico é formado por descendentes dos habitantes originais da ilha, os quais migraram do sudeste da Ásia e do sul da China há milhares de anos. Atualmente, esse grupo corresponde a apenas cerca de 2 por cento da população e vive principalmente nas montanhas.

Muitas pessoas praticam uma mistura de diversos tipos de religião. As principais crenças são o budismo e o taoísmo, cada uma delas professada por cerca de 20 por cento da população. Além disso, a maioria das pessoas segue o sistema ético do confucionismo e alguma forma de religião tradicional. Pequenos grupos de cristãos e muçulmanos também são encontrados em Taiwan.

Em meados do século XX, muitos habitantes da ilha começaram a migrar de áreas rurais para cidades. Hoje, cerca de 75 por cento da população vive em áreas urbanas, em sua maioria no oeste. Como resultado, muitas cidades estão superpovoadas. Três áreas urbanas principais se desenvolveram. A maior delas é Taipei, onde fica o porto de Chi-lung, no norte; as outras são Kao-hsiung, no sudoeste, e T’ai-chung, no noroeste.

Economia

Durante a segunda metade do século XX, Taiwan desenvolveu uma das economias líderes da Ásia. A base deixou de ser a agricultura e passou a ser a indústria. Um grande número de produtos eletrônicos, roupas e outros itens eram fabricados e exportados por Taiwan. A renda e o padrão de vida da maioria da população melhoraram bastante.

Hoje em dia, a economia de Taiwan é fortemente baseada na indústria, no comércio e nos serviços. Há fábricas de eletrônicos, cimento, ferro, aço, tecidos, produtos químicos, automóveis e artigos de plástico.

A agricultura contribui com apenas 2 por cento da renda. Os principais cultivos incluem arroz, cana-de-açúcar, frutas cítricas, milho, abacaxi, batata-doce, banana e noz-de-areca. Porcos e galinhas são criados em grande escala. A pesca e a piscicultura também são importantes.

História

Os habitantes originais de Taiwan chegaram à ilha entre 12 mil e 15 mil anos atrás, aproximadamente. Acredita-se que diferentes grupos tenham vindo das ilhas do Pacífico e do sul da China.

Milhares de anos depois, colonizadores europeus e chineses aportaram. Navegadores portugueses visitaram a ilha pela primeira vez em 1590 e a chamaram de Formosa (palavra que é sinônimo de bonita). Durante muitos anos a ilha foi conhecida no Ocidente por esse nome. No início do século XVII, a escassez de alimentos no sudeste da China fez com que muitos chineses se mudassem para Taiwan. Por volta da metade do século XVII, comerciantes holandeses haviam tomado o controle da ilha.

Domínios chinês e japonês

Em 1661, exércitos da dinastia Ming, que era a família real da China, expulsaram os holandeses. Na China, a dinastia Ming havia recentemente perdido o poder para a dinastia Qing, que se apossou de Taiwan em 1683 e a dominou durante os dois séculos seguintes. Muitos chineses se fixaram em Taiwan nessa época. Os colonizadores estabeleceram grandes fazendas nas planícies férteis do oeste, forçando os habitantes originais dessa área a ir morar nas montanhas. O domínio da dinastia Qing começou a enfraquecer durante o século XIX devido a conflitos com a França e o Japão.

Em 1894–95, o Japão e a China lutaram entre si durante a Guerra Sino-Japonesa. No final da guerra, o Japão tomou o controle de Taiwan. Ao longo da primeira metade do século XX, Taiwan serviu como uma importante fonte de arroz, açúcar e bananas para o Japão. Durante a Segunda Guerra Mundial (1939–45), os japoneses também usaram a ilha como base militar, da qual lançaram poderosos ataques que tinham como alvo o sudeste asiático. Em 1945, com o fim da guerra e a derrota do Japão, Taiwan voltou a ser controlada pela China.

Governo nacionalista

Depois da Segunda Guerra Mundial, uma gerra civil teve início na China continental: o Partido Nacionalista (liderado por Chiang Kai-shek) e o Partido Comunista (liderado por Mao Tsé-tung) lutavam pelo controle do país. Em 1949, os nacionalistas foram derrotados. Chiang Kai-shek, acompanhado por cerca de 2 milhões de seguidores, fugiu para Taiwan e lá estabeleceu um novo governo.

Tanto nacionalistas quanto comunistas concordavam que Taiwan fazia parte da China, porém discordavam quanto a qual grupo representava o país. Chiang Kai-shek acreditava firmemente que seu governo era o verdadeiro governo da China. Durante algum tempo, os nacionalistas alimentaram a expectativa de reconquistar a parte continental do país.

Relações internacionais

Durante as décadas de 1950 e 1960, Taiwan se tornou um importante aliado do Ocidente. Muitos países não comunistas consideravam a ilha como a representante da China inteira. Os Estados Unidos lhe forneceram apoio militar e econômico. No início da década de 1970, porém, as relações entre a China continental e o Ocidente começaram a melhorar. Como resultado, Taiwan foi forçada a sair das Nações Unidas, sendo substituída pela China. Em 1979, o governo dos Estados Unidos reconheceu oficialmente o governo comunista da China e pôs fim às relações com Taiwan.

Do governo militar à democracia

Entre as décadas de 1960 e 1980, Taiwan não foi um lugar democrático. O regime militar do governo privava a população de muitas liberdades. O poder permaneceu firmemente nas mãos de Chiang Kai-shek até sua morte, em 1975; em seguida, passou para a família e para amigos próximos da família de Chiang Kai-shek.

No final da década de 1980, o governo passou a permitir a existência de outros partidos políticos que não o Nacionalista. Em 1988, Lee Teng-hui se tornou o primeiro presidente taiwanês nativo. Taiwan passou a ter eleições livres e democráticas na década de 1990. No ano 2000, Chen Shui-bian, do Partido Democrático Progressista, foi eleito presidente de Taiwan, tornando-se o primeiro líder não nacionalista desde 1949.

A questão da independência

No início do século XXI, as discordâncias entre Taiwan e China prosseguem. Autoridades chinesas continuam considerando Taiwan uma província da China. Os taiwaneses têm opiniões divididas: alguns defendem a reunificação com a China continental, enquanto outros preferem que tudo fique como está; muitos, porém, desejam a independência completa.

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