O Território Britânico do Oceano Índico é formado por 2.300 ilhas tropicais situadas no centro do oceano Índico, na Ásia, a meia distância entre a África, o sul da Índia e a Indonésia. Pertence ao Reino Unido.

História

Situadas no centro do oceano Índico e fora da rota dos tufões, as ilhas são estratégicas. Descobertas por exploradores portugueses no século XVII, eram desabitadas. Porém, por ficarem numa importante rota marítima do comércio internacional, a elas chegaram imigrantes africanos e indianos, que começaram a cultivar coqueiros. As ilhas atraíram também o interesse das potências europeias, que passaram a reivindicá-las. Os britânicos se apossaram delas em 1814.

O Território Britânico do Oceano Índico foi criado em 1965, pela reunião das ilhas Aldabra, Farquhar e Desroches (parte das ilhas Seychelles) com o arquipélago de Chagos (dependente de Ilha Maurício). Em 1976, as ilhas que eram das Seychelles foram devolvidas a esse país.

O território ficou restrito ao arquipélago de Chagos. De forma semicircular, aberto a leste, fazem parte dele as ilhas Salomon, Nelson, Three Brothers, Eagle, Egmont e Danger, além dos atóis Peros Banhos e Diego Garcia — sendo este o maior componente do território, com 44 quilômetros quadrados.

Base militar

O atol Diego Garcia, no sul, foi arrendado em 1971 aos Estados Unidos como base militar, dividida com os britânicos, até 2016. Por esse motivo, entre 1967 e 1973 os britânicos acabaram com as plantações de coqueiros e removeram os habitantes, cerca de 5 mil pessoas, para a Ilha Maurício.

A ampliação da base militar nos anos 1980 e 1990 foi criticada pelos países vizinhos por contrariar o estatuto de região não militarizada do oceano Índico. Partiram de lá vários ataques aéreos para o Iraque na Guerra do Golfo (em 1990-1991), além de ataques ao Afeganistão (em 2001), e novamente ao Iraque no início da Guerra do Iraque (em 2003).

Em 2000, a Suprema Corte do Reino Unido decidiu que a remoção dos ilhéus era ilegal e lhes concedeu direito de regresso a todas as ilhas, com exceção de Diego Garcia. Em 2008, os juízes designados pela Câmara dos Lordes se pronunciaram contra o regresso. Enquanto isso, em abril de 2010 o governo britânico anunciou sua intenção de criar uma reserva marinha de 544.000 quilômetros quadrados na parte do oceano que circunda o arquipélago, com proibição da pesca na área protegida.

O território é administrado por um comissário britânico em Londres. Embora não tenha população permanente após a remoção dos antigos habitantes, os civis e militares ingleses e americanos ali estacionados são cerca de 2.800 pessoas (estimativa de 2012), e a área total do território é de 60 km2.

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