Sebastião Rodrigues Maia, conhecido artisticamente como Tim Maia, foi compositor e cantor brasileiro. Ficou famoso não apenas pela bela e potente voz, mas também por seu comportamento irreverente e polêmico. Tinha frequentes brigas com gravadoras e produtores, geralmente porque faltava ou chegava com grande atraso aos shows e às sessões de gravação de seus discos. Teve problemas com alcoolismo e com drogas, mas exerceu influência sobre a música brasileira como poucos outros músicos.

Infância

Tim Maia nasceu no Rio de Janeiro, no dia 28 de setembro de 1942, sendo o penúltimo e décimo oitavo filho de uma família numerosa.

Seu primeiro contato com a música aconteceu quando passou a tocar bateria, e depois violão, num grupo formado por frequentadores de uma igreja local.

Aos 15 anos, decidiu formar sua própria banda, os Sputniks, que tinha entre seus integrantes o ainda desconhecido cantor Roberto Carlos. Dois anos depois, embarcou para os Estados Unidos, de onde foi obrigado a retornar alguns anos mais tarde por problemas com a justiça.

O período nos Estados Unidos, contudo, foi fundamental para sedimentar no cantor um estilo de música que combinava muito com a sua voz grave e aveludada: a soul music.

Já no Brasil, pouco depois, gravou seu primeiro disco, um compacto simples (disco de vinil com duas faixas, uma de cada lado). Ambas as músicas eram de sua autoria: “Meu país” e “Sentimento”. Também participou de um disco da cantora Elis Regina, gravando com ela um dueto na canção “These are the songs”.

O primeiro sucesso

A voz de Tim Maia logo conquistou fãs. Quando ele lançou seu primeiro LP (os discos em vinil, quase sempre com mais de dez faixas, eram chamados long plays, ou LPs), o sucesso foi imediato. Com as músicas “Azul da cor do mar”, “Primavera” e “Eu amo você”, Tim permaneceu 24 semanas nas paradas de sucessos do Rio. Por causa disso, não teve problemas para gravar o disco seguinte nem para receber convites para realizar apresentações.

Durante os anos 1970, Tim Maia passou a fazer parte de uma seita religiosa (Universo em Desencanto) e começou a gravar músicas que falavam dela e de seus princípios. Essa fase ficou conhecida como “racional”, numa referência à seita, que era conhecida também como Cultura Racional.

Em 1975, ele lançou, por sua própria gravadora, os discos Tim Maia Racional, volumes 1 e 2, com canções inspiradas no que tinha assimilado da seita, com forte influência da soul music e do funk daquela época. Não levou muito tempo, porém, para que o polêmico e inesperado Tim Maia se desligasse da seita e renegasse as músicas que tinha gravado.

Comportamento polêmico

Nas décadas de 1980 e 1990, o cantor colecionou sucessos. Sua música se popularizou, ele recebia muitos convites para cantar em programas de televisão e fazer espetáculos por todo o país. Por essa época, seus problemas com drogas já eram noticiados na imprensa. Tim faltava aos compromissos e parecia pouco ligar para o que diziam dele. O público se aborrecia, mas não deixava de comprar seus discos. Canções como“Só quero dinheiro”, “Descobridor dos sete mares” e “Do Leme ao Pontal” tocavam praticamente em todas as rádios.

Foi nesse tempo que o compositor e cantor Jorge Ben (hoje Jorge Ben Jor) lhe fez uma homenagem na música “W/Brasil”, chamando-o de “síndico”: Tim ficava sempre reclamando e cobrando providências da equipe técnica durante suas gravações e apresentações.

Com a saúde debilitada por causa dos excessos, entre eles o de peso, Tim Maia acabou se sentindo mal durante um espetáculo especial de reinauguração do Teatro Municipal de Niterói, realizado no dia 8 de março de 1998. Levado ao hospital, morreu uma semana depois, de infecção generalizada. Deixou dois filhos.

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