As ilhas Turks e Caicos são um território ultramarino do Reino Unido situado nas Antilhas. Compõem-se de dois grupos de ilhas que ficam a sudeste das Bahamas e ao norte da ilha de Hispaniola (onde ficam o Haiti e a República Dominicana). Compreendem oito grandes ilhas e um número bem maior de ilhas pequenas, além de ilhotas, recifes, bancos e rochas. Cockburn Tow, em Grand Turk, é a sede do governo e o principal centro comercial. Na maré alta, a área das ilhas é de 616 km2; na maré baixa, mede 948 km2. Sua população é de 31.458 habitantes (estimativa de 2012).

O grupo das ilhas Turks é composto pela ilha Grand Turk e por outras ilhas de menor tamanho. O grupo das Caicos fica a noroeste das Turks, das quais se separa por uma fossa marinha de 35 quilômetros de extensão e 2.100 metros de profundidade chamada “passagem das ilhas Turks”, ou “o Muro”. O grupo de ilhas Caicos é formado por seis ilhas principais e diversas ilhas menores. Apenas seis das ilhas maiores e duas das menores são habitadas. Mais de 80 por cento da população se concentra em três ilhas: South Caicos, Providenciales (mais conhecida como Provo) e Grand Turk.

Afirma-se que o nome “Turks” deriva de uma espécie nativa de cacto (Melocactus intortus) que na região é conhecida popularmente como “chapéu de turco” porque sua parte superior lembra um fez. O nome Caicos talvez seja originário de caya hico, que significa “colar de ilhas” em aruaque, o idioma dos índios taino lucaianos, que viviam nas ilhas.

Geografia

As ilhas são planas e baixas, formadas por recifes de coral. Caracterizam-se por cavernas e paredões de rocha à beira-mar. Há pouca terra para plantação e muitas praias apreciadas pelos turistas. As ilhas são cercadas por recifes.

O clima é de savana tropical. Entre os meses de junho e novembro ocorrem furacões, que podem danificar as propriedades.

Flora e fauna

Nas ilhas se encontram mangues, cactos e pinheiros-caribenhos. Os principais animais terrestres são os insetos (especialmente borboletas e mosquitos), as iguanas e outros lagartos e as aves (sobretudo flamingos). As ilhas fazem parte de várias rotas migratórias de pássaros. Nas águas circundantes e nos recifes de coral há uma enorme quantidade de lagostas, conchas e peixes.

População

Mais de 90 por cento da população descende de africanos e é preponderantemente cristã. O inglês é a língua oficial. Em busca de emprego, milhares de habitantes migraram para as Bahamas e para os Estados Unidos, sobretudo durante as décadas de 1960 e 1970, mas com o surgimento de uma prosperidade relativa nas ilhas muitos deles retornaram.

Economia

Turks e Caicos tiveram rápido crescimento econômico entre meados dos anos 1980 e o início do século XXI, graças ao turismo e às facilidades fiscais para empresas da área financeira — dois setores dos quais a economia depende bastante. O crescimento foi possibilitado por um grande investimento estrangeiro e pelos negócios imobiliários.

A falta de terra arável restringe a agricultura nas ilhas, embora haja milho, feijão, mandioca, frutas e outras culturas de subsistência em Caicos. Os frutos do mar são os principais provedores de proteínas. Entre as fontes de renda tradicionais destacam-se a construção de barcos e a pesca.

Não há impostos e o governo incentiva o crescimento das atividades financeiras, entre elas as bancárias e a de seguros. Mais de 10 mil empresas internacionais estavam registradas em Turks e Caicos no início do século XXI.

História

Cristóvão Colombo passou pelas ilhas em 1492. Em seu diário, ele conta que eram habitadas pelos tainos lucaianos. Os indígenas não sobreviveram por muito tempo depois disso: foram escravizados e pegaram doenças contagiosas. Morreram todos em menos de trinta anos. Poucos europeus viveram ali até 1678, quando colonizadores vindos das Bermudas instalaram em Caicos uma indústria de sal. Depois da Guerra de Secessão americana (1775-1783), imigrantes do sul dos Estados Unidos chegaram às ilhas Caicos e formaram fazendas de cultura de algodão baseadas no trabalho de escravos negros levados para lá. Em meados do século XIX, quando a escravidão foi abolida, os donos das fazendas deixaram as ilhas e seus ex-escravos foram abandonados lá.

Em 1980, um movimento pela independência do país não deu certo; o governo de Turks e Caicos preferiu continuar a ser território ultramarino inglês.

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