Viagens de Gulliver é o título de um livro escrito pelo irlandês Jonathan Swift, sendo considerado uma obra-prima da literatura mundial.

Jonathan Swift nasceu no dia 30 de novembro de 1667, em Dublin, na Irlanda, e morreu em 19 de outubro de 1745.

Na língua inglesa, Swift foi um maior escritor satírico — isto é, que ridiculariza as coisas que considera erradas. Sua melhor sátira, Viagens de Gulliver, foi publicada em 1726. Não se tem certeza de quando ele começou a trabalhar nela, mas, a julgar pela sua correspondência, em 1721 ele já a estava escrevendo e em agosto de 1725 a obra estava concluída. Seu sucesso foi imediato. A partir de então, o livro divertiu e fascinou todos os tipos de leitores.

As viagens

A primeira vez que foi publicada, a história tinha o título de Viagens a várias regiões remotas do mundo. Lemuel Gulliver, o herói, é o narrador da história. Em todos os quatro livros, Gulliver embarca numa viagem; mas um naufrágio ou algum outro problema normalmente o lança numa terra estranha.

O Livro I o leva para Lilipute, uma terra em que os habitantes têm 15 centímetros de altura, e ali ele vira um gigante prisioneiro. O Homem-Montanha, como chamam Gulliver, ganha a simpatia daqueles minúsculos seres arrogantes e presunçosos quando anda pelo mar e captura uma esquadra invasora vinda de Blefuscu, que fica nas proximidades; mas cai em desgraça ao apagar uma fogueira no palácio da imperatriz porque urina dentro dela. Então fica sabendo de uma trama para acusá-lo de traição e foge da ilha.

O Livro II leva Gulliver para Brobedinguenague (ou Brobdingnag), onde os habitantes são gigantes. Ele é tratado com bondade por uma menina de 9 anos de idade, Glumedalclitche, mas seu tamanho minúsculo o expõe a vários perigos. Além disso, as pequenas imperfeições físicas dos gigantes (por exemplo, os poros da pele, que lhe parecem imensos) são muito visíveis e Gulliver as acha repugnantes. Pego por uma águia, que o solta sobre o mar, ele consegue voltar para casa.

No Livro III, Gulliver visita a Ilha Voadora, cujos habitantes distraídos preocupam-se tanto com altas especulações em torno de assuntos sem importância que estão em constante perigo de colisões acidentais. Ele visita a Academia de Lagado (uma caricatura da Real Sociedade Inglesa), onde descobre seus sábios lunáticos em estudos nada práticos, como fazer os excrementos humanos serem reciclados e voltarem a ser alimento original. Em Luguenague, encontra os Estruldrugues, uma espécie de imortais, e descreve brutalmente a sua velhice.

O Livro IV leva Gulliver à terra dos inhinhins (ou houyhnhnms) — cavalos sérios, racionais e virtuosos. Na ilha há outra espécie, tolerada a contragosto e usada para serviços domésticos pelos houyhnhnms. São os iarrus (ou yahoos), grosseiros e fisicamente repugnantes. Embora Gulliver a princípio finja não reconhecê-los, por fim ele é forçado a admitir que os yahoos são seres humanos. Ele encontra a perfeita felicidade com os houyhnhnms, mas por ser apenas um yahoo mais aperfeiçoado é rejeitado por eles numa assembleia-geral. Os houyhnhnms mandam Gulliver de volta para a Inglaterra, onde ele percebe que não é mais capaz de tolerar a sociedade dos seus semelhantes.

Sátira aos erros humanos

Swift usa as várias espécies e sociedades imaginárias com que Gulliver se depara em suas viagens para satirizar muitos dos erros, das loucuras e das fragilidades naturais nos seres humanos e nas sociedades em que vivem.

As adaptações do livro Viagens de Gulliver sempre foram muito populares entre as crianças de todo o mundo.

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