Wallis e Futuna — ou, por extenso, Território das Ilhas Wallis e Futuna — é uma coletividade ultramarina autônoma da França. Compõe-se de dois grupos insulares situados no centro-oeste do oceano Pacífico, na Oceania: as ilhas Wallis (Uvea e as ilhotas que a circundam) e as ilhas Horne (Futuna e Alofi). Sua capital é Matâ’utu, em Uvea. A superfície terrestre total das ilhas é de 140 km2 e nelas vivem 13.445 habitantes (estimativa de 2008).

O nome ocidental (Wallis) da ilha de Uvea vem de Samuel Wallis, o capitão inglês que a descobriu no século XVIII, mas o nome nativo (Uvea) é bem mais antigo.

O clima do território é tropical, com alta umidade. Duas estações são bem demarcadas. O período quente e chuvoso, durante o qual podem ocorrer tempestades tropicais, vai de novembro a março e tem temperaturas médias de 31°C. Uma estação seca e mais fresca vai de abril a outubro, com temperaturas médias de 27°C.

As culturas básicas de subsistência são de coco, fruta-pão, banana, mandioca, inhame, cará, manga e abacaxi. Extensões de floresta preservada sobrevivem apenas em Alofi e em Uvea. Em Futuna, as florestas praticamente desapareceram e a erosão é um problema.

Todos os mamíferos terrestres foram trazidos de fora. Os porcos têm importância cerimonial e custam muito dinheiro. Cria-se um pouco de gado. O frango faz parte da dieta, mas os peixes e os frutos do mar fornecem a maior parte da proteína da alimentação. A ideia de vender produtos da terra é contrária ao costume tradicional, por isso os produtos são trocados, não vendidos.

Os povos autóctones são polinésios, mas há diferenças significativas entre as línguas e os povos de Uvea e Futuna. Tanto o wallisiano (uveano) quanto o futunano são línguas polinésias e, juntamente com o francês, são idiomas oficiais. Embora a população das ilhas seja há muito governada pela administração francesa e a vasta maioria professe a fé católica, não compartilham uma identidade comum. Futuna está ligada com relutância a Uvea e sua população manifesta o desejo de ter estatuto territorial separado.

Wallis e Futuna se divide em três distritos que correspondem a divisões políticas, ou reinos, tradicionais. Um reino (Wallis) inclui toda a Uvea e os outros dois dividem a ilha de Futuna (a noroeste, Sigave, e no sudeste, Alo, que também compreende a ilha de Alofi). Um administrador superior nomeado pelos franceses é o principal funcionário executivo do território e atua como presidente do Conselho Territorial, que inclui os três reis e três outros cidadãos nomeados pelo presidente com a aprovação da legislatura, a Assembleia Territorial.

Os primeiros habitantes de Wallis e Futuna pertenciam à cultura lapita e chegaram às ilhas pelo menos no século IX a.C.

Os três reinos de Uvea, Alo e Sigave já estavam instalados quando as ilhas de Wallis e Futuna foram descobertas por exploradores holandeses no século XVII. Missionários católicos franceses chegaram na década de 1830. Tiveram êxito considerável, e os protestantes, que vieram mais tarde, nunca os desafiaram seriamente. Assim, os habitantes das ilhas foram poupados dos conflitos religiosos comuns em outros locais do Pacífico.

Já na década de 1840 os ilhéus pediram a proteção da França, que demorou a concedê-la: as ilhas Wallis só se tornaram protetorado francês em 1887, e Futuna adquiriu esse estatuto no ano seguinte.

Em 1959 os habitantes votaram a favor de tornar Wallis e Futuna um território francês ultramarino. Historicamente, o povo das ilhas se opõe a propostas de independência.

Houve instabilidade nos três reinos no início do século XXI. O rei de Sigave foi deposto por membros do seu clã em 2003. Os outros dois reinos também ficaram sem governante por algum tempo: o rei de Wallis morreu em 2007, depois de reinar durante 48 anos; e em fevereiro de 2008 o rei de Alo, depois de um reinado de apenas cinco anos, foi deposto pelos chefes dos clãs do reino, que criticavam seu modo de governar.

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