A médica e sanitarista brasileira Zilda Arns Neumann nasceu em Forquilhinha, no estado de Santa Catarina, em 1934. Era considerada uma das maiores ativistas sociais do Brasil e se dedicou às áreas de saúde pública, pediatria e sanitarismo. Por três vezes Zilda Arns foi indicada pelo Brasil para o Prêmio Nobel da Paz.

Vida

Zilda foi a décima terceira de dezesseis filhos do casal Gabriel Arns e Helene Steiner. Um de seus irmãos, dom Paulo Evaristo Arns, que foi cardeal arcebispo de São Paulo, foi quem a aproximou das ações sociais da Igreja Católica.

Formou-se em medicina na Universidade Federal do Paraná. De 1955 a 1964, foi médica pediatra no Hospital de Crianças César Pernetta, em Curitiba. Em 1959 casou-se com Aloísio Bruno Neumann, com quem teve seis filhos. Ficou viúva dezenove anos depois. Em 1981 atuou como diretora de Saúde Materno-Infantil da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná.

Era representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Conselho Nacional de Saúde, além de membro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (CDES).

Cuidados com crianças e idosos

Zilda Arns foi a fundadora e a coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral do Idoso, órgãos ligados à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil. Seu trabalho foi muito importante no desenvolvimento de novas políticas públicas e na diminuição das taxas de mortalidade infantil no País.

Zilda Arns desenvolveu toda uma metodologia de difusão e multiplicação do conhecimento nas comunidades mais pobres, com a solidariedade entre as famílias no trato de suas crianças e idosos. As agentes de saúde formadas nas comunidades eram os vetores desse conhecimento. Desenvolveu programas de informação e atendimento a famílias carentes, para combater a mortalidade infantil, a desnutrição e a violência doméstica.

Planejava levar as ações da Pastoral da Criança para o Haiti. Em janeiro de 2010 estava em Porto Príncipe, capital desse país, quando a região foi atingida por um terremoto. Mais de 200 mil pessoas morreram em consequência do abalo, entre elas Zilda Arns. Era o dia 12 de janeiro de 2010.

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