Ziraldo Alves Pinto, o Ziraldo, é cartunista, chargista e escritor. Foi um dos fundadores de O Pasquim, importante jornal de resistência à ditadura que foi criado nos anos 1960. Entre as crianças, é conhecido como o pai (criador) do Menino Maluquinho.

O autor nasceu no dia 24 de outubro de 1932, na cidade mineira de Caratinga. O nome “Ziraldo” foi uma invenção da família, que misturou um pedaço do nome da mãe (Zizinha) com outro, do pai (Geraldo).

Passou uma infância repleta de brincadeiras na rua e leituras de gibis e do almanaque O Tico-Tico, antiga publicação para crianças que foi famosa por muitas gerações.

Na década de 1960, Ziraldo criou uma turma de personagens liderada pelo Saci-Pererê em histórias em quadrinhos. Deu os nomes de seus amigos de infância para os diversos personagens, que ficaram conhecidos como Turma do Pererê. O jabuti Moacir, a onça Galileu, o macaco Alan, os indiozinhos Tininim e Tuiuiú e a Boneca-de-Piche (namorada do Saci) viviam aventuras divertidas, na mata do Fundão.

A mata do Fundão era uma representação do Brasil daquela época, marcada por muitas mudanças na política e nas artes: surgiam a bossa nova, a poesia chamada concreta, o Cinema Novo. Era uma época em que tudo o que era estrangeiro fazia sucesso no Brasil. Então, Ziraldo encontrou assim uma forma de falar das coisas brasileiras, das questões nacionais, com personagens da fauna e do folclore brasileiros, como o duende saci.

Ziraldo publicou seu primeiro livro para crianças em 1969: Flicts, sobre uma cor que parecia não ter um lugar no mundo. A história foi escrita no mesmo ano em que o homem pisou pela primeira vez na Lua. Quando visitou o Rio de Janeiro e conheceu o livro do escritor, o astronauta Neil Armstrong afirmou: “A Lua é Flicts”.

Maluquinho

O sucesso entre as crianças veio com a publicação em 1980 de O Menino Maluquinho, que já foi traduzido para muitas línguas, adaptado para o cinema, o teatro, as histórias em quadrinhos e teve até versão em ópera.

O Menino Maluquinho é um garoto de cara redonda e sorriso largo, tem “fogo no rabo”, “vento nos pés” e “macaquinhos no sótão”. Ziraldo explica que a história desse menino é um jeito de dizer que “criança feliz só pode virar um adulto legal”.

A imagem do garoto com a panela na cabeça surgiu só depois que o autor escreveu e ilustrou toda a história. No momento de criar a capa, ele achou que faltava algo para caracterizar o personagem; daí veio a ideia da panela — dentro do livro, o menino não é representado assim.

Em 1989, as peripécias do Menino Maluquinho viraram tirinhas, publicadas em diferentes jornais pelo país, gibis e filmes de cinema. Vários amigos do Maluquinho, como o Bocão, Julieta, Carol e Juninho, surgiram nas suas histórias em quadrinhos.

Outros meninos, uma menina

Depois de inventar o Maluquinho, o autor criou as aventuras de muitos outros meninos: O menino mais bonito do mundo (1983), O menino marrom (1986), O menino quadradinho (1989), Os meninos morenos (2004) e O menino da Lua (2006), entre outros.

Para falar de morte para crianças, escreveu Menina Nina — duas razões para não chorar (2002), livro inspirado em sua neta mais velha.

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