A palavra “aborígine” (ou “aborígene”) é empregada para designar um povo que vive no mesmo território há milhares de anos. A palavra “nativo” também é usada como sinônimo. No passado, os aborígines não tinham contato com outras culturas. Foi apenas quando viajantes estrangeiros chegaram a suas terras que os povos aborígines se tornaram conhecidos em outras partes do mundo.

Hoje, há poucos lugares na Terra em que as culturas aborígines não tenham sido modificadas pela influência estrangeira. No entanto, povos nativos sobrevivem nas florestas da América do Sul, na ilha de Nova Guiné e nas montanhas da Malásia e das Filipinas, onde mantêm boa parte do modo de vida original. Os aborígines brasileiros são chamados de índios. Esse foi o nome que receberam os nativos quando os europeus chegaram ao continente americano no século XV. Segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai), o Brasil tem cerca de 305 povos indígenas, de diferentes grupos étnicos, que falam cerca de 180 línguas diferentes. A população indígena brasileira é de 896.917 habitantes (censo de 2010), distribuída em 688 Terras Indígenas (territorios destinados aos índios; dados da Funai). Alguns moram em áreas urbanas.

Embora a palavra “aborígine” seja empregada para descrever povos nativos de qualquer parte do mundo, é também usada mais especificamente para se referir aos povos que já viviam na Austrália antes da chegada dos europeus. Os aborígines australianos chegaram a essa grande ilha há mais de 40 mil anos. Alguns deles tentam manter vivas suas tradições.

Os aborígines da Austrália eram caçadores e coletores nômades, ou seja, que se deslocavam de um lugar para outro em busca de alimento e água. Viviam em cavernas ou construíam abrigos temporários com galhos, cascas de árvores e couro de animais. Os homens pescavam e caçavam. As mulheres recolhiam tudo o que fosse comestível (frutos, raízes, ovos).

A vida dos aborígines mudou com a chegada dos europeus à Austrália, há mais de duzentos anos. Os novos habitantes forçaram os nativos a deixar suas terras e a mudar o modo de vida. Muitos aborígines morreram defendendo a terra natal; outros não resistiram a doenças trazidas pelos europeus.

Atualmente os aborígines estão espalhados por toda a Austrália e trabalham nas mais diversas profissões. Muitos, porém, vivem em condições precárias, pois não têm oportunidades iguais às da maioria dos australianos.

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