Comida típica da culinária afro-brasileira, o acarajé é um bolinho feito de feijão-fradinho triturado. Temperado com cebola e sal, é frito em azeite-de-dendê. Pode ser servido com recheio de vatapá, camarão seco e pimenta (quando se usa a pimenta, diz-se que o acarajé é “quente”).

O nome “acarajé” resulta da junção de duas palavras da língua falada pelos iorubas (da África ocidental): àkàrá (que quer dizer “bola de fogo”) e je (comer).

Atualmente é apreciado em muitas cidades do Brasil, mas é em Salvador, no estado da Bahia, que o seu consumo é mais difundido. O acarajé é tradicionalmente vendido por baianas em tabuleiros montados nas ruas, mas também pode ser degustado em botecos ou restaurantes.

História

O acarajé é um quitute que chegou ao Brasil por intermédio dos escravos africanos e faz parte da culinária oferecida aos orixás nos rituais de candomblé.

Antigamente os bolinhos eram deixados como oferendas apenas a Iansã, um dos orixás. Segundo a lenda, Iansã (deusa dos ventos e das tempestades) bebeu em segredo uma poção preparada especialmente para seu marido Xangô (deus dos raios e trovões e do fogo) e passou a dividir com ele o poder de lançar fogo pela boca.

Ritual

Diz um dos trechos dos pontos (cantos rituais) cantados a Xangô nas cerimônias de candomblé: “Quem rola pedra na pedreira é Xangô / Xangô do acarajé, do acarajé, Xangô do acarajé, do acarajé”.

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