A agricultura orgânica é uma técnica de produção que emprega métodos biológicos de adubação e controle de pragas em vez de fertilizantes químicos, pesticidas e outros produtos sintéticos, considerados prejudiciais à saúde e ao meio ambiente. Com a agricultura orgânica, procura-se criar um ecossistema mais equilibrado, preservar a biodiversidade e oferecer produtos mais saudáveis para a alimentação humana e animal.

Características

Para controlar as pragas, a agricultura orgânica utiliza métodos naturais. Um deles é a agricultura diversificada, em que se combinam, por exemplo, vários plantios, como de café e de feijão, com a criação de frangos e suínos. Com a diversificação, o agricultor recicla e aproveita os dejetos dos animais e os restos das plantas para a adubação do solo. A agricultura orgânica promove a rotação de cultivos e o plantio de espécies de plantas que afastam as pragas. É comum o uso de técnicas como a liberação de insetos predadores de pragas, ou seja, insetos que comem outros insetos prejudiciais às plantas e ao solo. A agricultura orgânica usa menos combustíveis fósseis, como o petróleo, do que a agricultura convencional. Além disso, promove o uso racionado da água.

História

A prática da agricultura biológica (ou orgânica) se iniciou na década de 1930, quando Sir Albert Howard, um cientista agrícola inglês, introduziu um sistema natural de manejo de plantas e animais em que os resíduos orgânicos eram devolvidos ao solo para sua utilização como material nutriente. Desde então, diversos materiais orgânicos vêm sendo usados, dentre eles esterco animal, composto, relva, palha e outros resíduos agrícolas. Esses materiais são aplicados aos campos para nutrir o solo, bem como para melhorar sua estrutura e sua capacidade de reter umidade.

No Brasil, o uso da agricultura orgânica tem ganhado força desde o final do século XX. No Censo Agrícola realizado pelo IBGE em 2006, aproximadamente 90 mil produtores afirmaram realizar agricultura orgânica em suas propriedades. Entretanto, apenas cerca de 14 mil estão registrados no Cadastro Nacional de Produtores Orgânicos mantido pelo Ministério da Agricultura (dado de 2017). A maior parte dos produtos orgânicos brasileiros é exportada, principalmente ao Japão, aos Estados Unidos e à União Europeia. Os produtos exportados incluem cacau, soja, açúcar, arroz, carne, leite e derivados, mel e palmito.

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