O alpinismo (também chamado de montanhismo) é a prática esportiva de escalar montanhas com o uso de equipamento específico (sapatilhas de escalada, cordas, cadeirinhas, freios, mosquetões, etc.).

O rapel, considerado por muitos uma variedade do alpinismo, é a prática de descer paredões, vãos e edificações usando cordas e outras ferramentas. Ou seja: o alpinista é aquele que escala montanhas; já o praticante de rapel é quem se diverte em paredões (que podem ser naturais ou não), em prédios, em viadutos e em pontes. Quando realizado na cidade, o esporte é chamado de rapel urbano.

Essa separação, no entanto, não é aprovada por todos, e isso acontece porque o rapel, muito antes de se tornar um tipo de esporte independente, já era praticado pelos alpinistas que precisavam fazer um tipo específico de descida pela montanha. Ou seja, o rapel é também uma técnica utilizada no alpinismo.

Os pioneiros

As pessoas provavelmente escalam montanhas há muito mais tempo, mas a história oficial do alpinismo começa com a curiosidade de um botânico suíço chamado H. B. de Sausurre, que lançou um desafio: pagaria uma grande recompensa a quem chegasse ao cume do monte Branco, um dos tantos picos que existem nos Alpes (a palavra “alpinismo” vem do nome dessa cadeia de montanhas).

Os Alpes são o maior conjunto de cordilheiras da Europa ocidental. Eles se estendem por vários países, entre eles a Suíça, a Itália e a França.

Depois de alguns homens se arriscarem no monte Branco, enfrentando paredes de gelo e muito frio, em diversas tentativas que deram errado, Jacques Balmat e Michel Paccard (também conhecido como Doutor Paccard) atingiram o topo em 1785. No ano seguinte, Sausurre fez a mesma escalada com uma equipe de vinte homens.

A partir de então, alpinistas de várias partes da Europa passaram a escalar frequentemente as montanhas dos Alpes. Em quinze anos, os três picos mais altos já tinham sido conquistados: os Grandes Jurássicos, a Agulha Verde e o monte Cervino (sendo este o mais alto dos três, com 4.482 metros).

A curiosidade do homem, entretanto, não tem limites. Hoje a prática do alpinismo prossegue não só pela vontade de descobrir o que há em lugares aonde nunca antes se chegou, mas também porque existe em cada alpinista a necessidade de enfrentar desafios, de vencer obstáculos, de driblar a morte.

Por razões como essas é que pessoas do mundo todo se aventuram, por exemplo, em escaladas no Himalaia, a maior cadeia de montanhas do globo, onde se localizam nove dos dez picos mais altos da Terra. O Himalaia fica na fronteira entre o Nepal e o Tibete. É no Himalaia que está o pico mais alto do mundo, o Everest, com 8.850 metros de altura. Edmund Hillary e Tenzing Norgay foram os primeiros a chegar ao cume do Everest, em 1953. Dados não oficiais apontam que até hoje mais de 1.400 pessoas já atingiram o topo do Everest, dentre elas alguns brasileiros.

Os perigos

Nos últimos anos, os equipamentos foram aperfeiçoados, as técnicas de segurança melhoraram e as previsões meteorológicas se tornaram mais confiáveis, diminuindo os riscos da prática do montanhismo.

Tudo isso, porém, não impede que, por descuido ou por razões imprevistas, as tragédias aconteçam. Há dezenas de relatos de acidentes que resultaram em morte ou ferimentos graves. Mas há também muitas histórias de sucesso e conquista.

Descidas com corda

A prática do rapel como modalidade esportiva é bem mais recente, e hoje há cursos especializados em ensinar até mesmo crianças a descer os paredões. Alguns parques têm muros altíssimos construídos especialmente para isso.

O rapel é feito geralmente em grupo, utilizando-se equipamento semelhante ao do alpinismo e respeitando-se as regras de segurança.

Embora seja mais conhecido como um tipo de atividade esportiva, o rapel é usado também em operações militares e de resgate.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.