A andorinha é um pássaro migratório da família dos hirundinídeos, formada por mais de noventa espécies. Por passar a maior parte de seu tempo voando, a andorinha desenvolveu uma capacidade curiosa: pode caçar insetos e comê-los no ar, enquanto voa. Consegue essa proeza graças a seu corpo alongado e a suas asas pontiagudas. Voraz, ela exerce uma tarefa útil ao homem: o controle da população de insetos nas áreas em que vive.

A andorinha é um pássaro geralmente pequeno: a maior parte delas não passa dos 13 centímetros de comprimento — embora algumas espécies sejam maiores. Tem um bico curto, mas largo e chato, e cauda bifurcada. Em geral, sua plumagem é azul ou verde-metálica, mas pode ser em tom amarronzado.

Algumas espécies constroem os ninhos, em forma de taça, com estrume ou barro e saliva, fixos em paredes ou em beirais de casas. Outras preferem troncos ocos ou buracos em pedras, falésias ou barrancos, onde escavam galerias. Chocam de dois a sete ovos por ninhada. Um mesmo ninho, sempre restaurado, pode ser usado por até quinze anos.

As andorinhas vivem em bandos, executando audaciosas acrobacias. São encontradas por todo o mundo, com exceção dos desertos e dos polos. Em busca de calor e alimento, fazem longas migrações, nas quais chegam a voar 500 quilômetros em um dia. Uma andorinha comum pode passar o verão no hemisfério Norte, no Canadá, e depois ir atrás do verão do hemisfério Sul, na Argentina. O estado do Espírito Santo, no Brasil, recebe todos os anos milhares de andorinhas em rota de fuga do frio da Patagônia. Nos países mais frios, o retorno das andorinhas anuncia o fim do inverno.

No Brasil, há dezessete espécies de andorinhas. A maior delas é a andorinha-do-campo, ou taperá, que mede 19,5 centímetros e pesa 43 gramas. Em geral, tem as costas azuis e o peito castanho-acinzentado. Uma das menores é a andorinha-pequena-de-casa, que não passa dos 12 centímetros de comprimento e pesa 12 gramas.

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