Os araucanos são um povo da América Latina que recebeu esse nome dos espanhóis porque viviam no vale de Arauco, no Chile, e também são conhecidos como mapuches (na língua araucana) e aucas (no idioma quíchua).

No século XVI, os europeus, que começavam a ocupar a América, encontraram grande resistência nos araucanos da parte central do Chile. Foi nesse momento que vários grupos cruzaram a cordilheira dos Andes rumo a Neuquén e Rio Negro, na Argentina, e teve início uma guerra que durou longos anos.

No século XVIII já estavam na província argentina de Buenos Aires. Logo se tornaram o povo indígena mais importante dos pampas argentinos e do norte da Patagônia. Tanto que outros povos começaram a falar a língua deles, o mapudungún, e até adotaram costumes dos araucanos de se vestir, de rezar, de plantar e colher e de se comportar.

Entre os anos de 1879 e 1885, aconteceu na Argentina uma campanha contra os mapuches e outras tribos, para incorporar as terras do sul, na Patagonia. Essa campanha militar se chamou a “Conquista do Deserto”, que resultou na morte de milhares de indígenas. Entre 1866 e 1881, ocorria no Chile um enfrentamento chamado Pacificação Araucânia, entre o exército chileno e os mapuches. No fim do conflito, as terras dos araucanos ao sul do rio Bío Bio foram integradas ao território chileno.

Atualmente há cerca de 50 mil indígenas araucanos na Argentina, dedicando-se, em sua maioria, à agricultura. No sul do Chile ainda vivem cerca de 700 mil deles, que mantém os costumes mais tradicionais dos mapuches, desde as vestes até cerimônias religiosas, e que ainda se comunicam pela língua mapudungún. É possível encontrar, também, mapuches católicos e protestantes. Na década de 1980, as reservas de indígenas foram transferidas para indivíduos, mas os seus direitos prejudicados, porque eles acumularam dívidas para manter uma agricultura não intensiva tradicional.

Translate this page

Choose a language from the menu above to view a computer-translated version of this page. Please note: Text within images is not translated, some features may not work properly after translation, and the translation may not accurately convey the intended meaning. Britannica does not review the converted text.

After translating an article, all tools except font up/font down will be disabled. To re-enable the tools or to convert back to English, click "view original" on the Google Translate toolbar.